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As cidadezinhas mais bonitas da Alemanha

Da Baviera à ilha de Sylt, 25 pequenas localidades com encanto medieval, à margem de lagos e rios ou com casario colorido

  • Para muitos é a aldeia medieval mais bem conservada da Europa. Por culpa da guerra. Sim, da Guerra dos Trinta Anos (1618-1648), depois da qual a cidade ficou prostrada e nunca mais aconteceu ali coisa alguma de importância. Por isso ficou assim, parada, esquecida, intacta: um milagre. O que ver ali? Tudo. Desde muralhas, torres e portas no estilo da Marktplatz (praça do mercado), com a Prefeitura e casas em estrutura de enxaimel, fontes, igrejas (sobretudo a de São Thiago (ou St. Jakob), com talhas do grande escultor do século XVI Tilman Riemenschneider), museus... Entre estes, o de brinquedos é um dos melhores da Alemanha. Seu mundo fantástico é cercado pela maior loja de enfeites natalinos da Alemanha, o mundo mágico de Käthe Wolfahrt. 'Gaststätte' e 'Weinkeller' (restaurantes populares), aconchegantes, põem suas mesas nas calçadas e convidam a recobrar forças com o 'Gedeckt' (prato do dia), ou com alguma das solenes salsichas bávaras que, pelo tamanho e consistência, são uma refeição completa.
    1Rothenburg ob der Tauber (Baviera) Para muitos é a aldeia medieval mais bem conservada da Europa. Por culpa da guerra. Sim, da Guerra dos Trinta Anos (1618-1648), depois da qual a cidade ficou prostrada e nunca mais aconteceu ali coisa alguma de importância. Por isso ficou assim, parada, esquecida, intacta: um milagre. O que ver ali? Tudo. Desde muralhas, torres e portas no estilo da Marktplatz (praça do mercado), com a Prefeitura e casas em estrutura de enxaimel, fontes, igrejas (sobretudo a de São Thiago (ou St. Jakob), com talhas do grande escultor do século XVI Tilman Riemenschneider), museus... Entre estes, o de brinquedos é um dos melhores da Alemanha. Seu mundo fantástico é cercado pela maior loja de enfeites natalinos da Alemanha, o mundo mágico de Käthe Wolfahrt. 'Gaststätte' e 'Weinkeller' (restaurantes populares), aconchegantes, põem suas mesas nas calçadas e convidam a recobrar forças com o 'Gedeckt' (prato do dia), ou com alguma das solenes salsichas bávaras que, pelo tamanho e consistência, são uma refeição completa. Turismo de Alemania
  • É outro dos postais favoritos da chamada Rota Romântica (Romantische Strasse) passando pela Baviera. O centro antigo, dominado pela Igreja de São Jorge, está cercado por muralhas cuja imagem se reflete em fossos largos como lagos. São várias as portas monumentais que dão acesso ao centro (Altstadt) e à Marktplatz, esta flanqueada por casas góticas. Todo verão ali se realiza a Kinderzeche, uma festiva reconstituição da rendição da cidade em 1645 às tropas suecas, durante a Guerra dos Trinta Anos.
    2Dinkelsbühl É outro dos postais favoritos da chamada Rota Romântica (Romantische Strasse) passando pela Baviera. O centro antigo, dominado pela Igreja de São Jorge, está cercado por muralhas cuja imagem se reflete em fossos largos como lagos. São várias as portas monumentais que dão acesso ao centro (Altstadt) e à Marktplatz, esta flanqueada por casas góticas. Todo verão ali se realiza a Kinderzeche, uma festiva reconstituição da rendição da cidade em 1645 às tropas suecas, durante a Guerra dos Trinta Anos. iStock
  • É, talvez, a mais sedutora das cidadezinhas que dão para o lago de Constança, verdadeiro mar interior, bem nutrida em suas margens de belíssimos povoados (a própria Constança, que está em frente, Lindau, na mesma margem alemã, e Bregenz, na austríaca...). A cidade se recosta em uma ladeira à sombra do Castelo Velho (Altes Schloss) e está rodeada por vinhedos que usufruem de uma insolação privilegiada, voltada para o sul. Há o Castelo Novo (Neues Schloss) erguido no século XVIII como residência dos Príncipes Bispos de Constança. De Meersburg um barco leva a Mainau, "a ilha das flores”, um dos enclaves mais românticos da Alemanha.
    3Meersburg (Baden-Wurtemberg) É, talvez, a mais sedutora das cidadezinhas que dão para o lago de Constança, verdadeiro mar interior, bem nutrida em suas margens de belíssimos povoados (a própria Constança, que está em frente, Lindau, na mesma margem alemã, e Bregenz, na austríaca...). A cidade se recosta em uma ladeira à sombra do Castelo Velho (Altes Schloss) e está rodeada por vinhedos que usufruem de uma insolação privilegiada, voltada para o sul. Há o Castelo Novo (Neues Schloss) erguido no século XVIII como residência dos Príncipes Bispos de Constança. De Meersburg um barco leva a Mainau, "a ilha das flores”, um dos enclaves mais românticos da Alemanha.
  • Debruçado no lago Tegern (Tegernsee) e rodeado pelos Alpes bávaros, este diminuto povoado é um dos mais pitorescos da região. Também um dos mais concorridos, graças a suas instalações termais. De história milenar, os turistas, além de curarem suas enfermidades tomando as águas, podem visitar a abadia beneditina, às margens do lago, cuja primeira construção remonta nada menos que ao século VIII. O atual complexo da abadia inclui o chamado Schloss Tagernsee, palácio da família real Wittelsbach (a do Rei Louco, Ludwig II), que abriga, entre outras coisas, uma das cervejarias mais antigas da Alemanha.
    4Rottach am Tegernsee (Baviera) Debruçado no lago Tegern (Tegernsee) e rodeado pelos Alpes bávaros, este diminuto povoado é um dos mais pitorescos da região. Também um dos mais concorridos, graças a suas instalações termais. De história milenar, os turistas, além de curarem suas enfermidades tomando as águas, podem visitar a abadia beneditina, às margens do lago, cuja primeira construção remonta nada menos que ao século VIII. O atual complexo da abadia inclui o chamado Schloss Tagernsee, palácio da família real Wittelsbach (a do Rei Louco, Ludwig II), que abriga, entre outras coisas, uma das cervejarias mais antigas da Alemanha.
  • Esta cidade saxã de médio porte é considerada o maior conjunto de casas de enxaimel, cerca de 1.200 residências, muitas delas erguidas na época da Guerra dos Trinta Anos: a chamada Ständerbau é tida como a mais antiga deste tipo na Alemanha. Essas edificações, como também a Prefeitura barroca, o castelo e a igreja colegiada, com seu tesouro catedralício, mereceram ser declarados patrimônio mundial pela Unesco.
    5Quedlinburg (Saxônia-Anhalt) Esta cidade saxã de médio porte é considerada o maior conjunto de casas de enxaimel, cerca de 1.200 residências, muitas delas erguidas na época da Guerra dos Trinta Anos: a chamada Ständerbau é tida como a mais antiga deste tipo na Alemanha. Essas edificações, como também a Prefeitura barroca, o castelo e a igreja colegiada, com seu tesouro catedralício, mereceram ser declarados patrimônio mundial pela Unesco.
  • É outra das clássicas, todos concordam: merece estar entre as primeiras no ranking das cidadezinhas de postal. Mas não é uma pequena povoação: teve status de cidade livre imperial na Idade Média. O rio Kocher, que a atravessa, refletindo suas casas de enxaimel e seus telhados pontiagudos de ardósia, contribui para essa imagem romântica, graças a suas pontes de pedra, algumas delas cobertas, o roçar das águas nas próprias fundações dos edifícios e um velho moinho (hoje museu). Na Marktplatz, a Igreja de St. Michael oferece sua torre como sacada para uma vista da cidade. Do antigo comércio de sal e costumes da região de Franconia dá conta o Hällisch-Fränkisches Museum, uma visita imprescindível.
    6Schwäbisch Hall (Baden-Wurtemberg) É outra das clássicas, todos concordam: merece estar entre as primeiras no ranking das cidadezinhas de postal. Mas não é uma pequena povoação: teve status de cidade livre imperial na Idade Média. O rio Kocher, que a atravessa, refletindo suas casas de enxaimel e seus telhados pontiagudos de ardósia, contribui para essa imagem romântica, graças a suas pontes de pedra, algumas delas cobertas, o roçar das águas nas próprias fundações dos edifícios e um velho moinho (hoje museu). Na Marktplatz, a Igreja de St. Michael oferece sua torre como sacada para uma vista da cidade. Do antigo comércio de sal e costumes da região de Franconia dá conta o Hällisch-Fränkisches Museum, uma visita imprescindível.
  • Perdida nas montanhas de Harz, Wernigerode estende suas ruas com calçamento de pedra e casas de telhados pontudos avermelhados aos pés de um castelo de fantasia, como de um conto de fadas: de origem medieval, este bastião foi recriado no final do século XIX com não pouca imaginação. Mas a imagem mais genuína (e repetida) é a de sua prefeitura gótica (na foto), na Marktplatz, com duas torres esguias, de pontas aguçadas, que lhe dão o aspecto de uma catedral laica. Diante dela é realizado no período que antecede o Natal um dos mercados natalinos mais coloridos. MICHAEL BADER
    7Wernigerode (Saxônia-Anhalt) Perdida nas montanhas de Harz, Wernigerode estende suas ruas com calçamento de pedra e casas de telhados pontudos avermelhados aos pés de um castelo de fantasia, como de um conto de fadas: de origem medieval, este bastião foi recriado no final do século XIX com não pouca imaginação. Mas a imagem mais genuína (e repetida) é a de sua prefeitura gótica (na foto), na Marktplatz, com duas torres esguias, de pontas aguçadas, que lhe dão o aspecto de uma catedral laica. Diante dela é realizado no período que antecede o Natal um dos mercados natalinos mais coloridos. /MICHAEL BADER
  • É uma das aldeias medievais mais chamativas, pois sua muralha, com onze torres e cinco portas, perfaz um círculo perfeito. Em seu centro se ergue a igreja gótica de São Jorge, com um campanário chamado Daniel, que mede 90 metros de altura e permite contemplar não só a cidade velha, como também a campina circundante e até cem povoados ao redor. Nordlingen ocupa o centro de uma ampla cavidade, Ries, criada pelo choque de um meteorito de um quilômetro de diâmetro. O Rieskrater Museum, alojado em uma fazenda do século XV, permite conhecer os pormenores do impacto, que arrasou todo o rastro de vida em um raio de mais de 160 quilômetros.
    8Nordlingen (Baviera) É uma das aldeias medievais mais chamativas, pois sua muralha, com onze torres e cinco portas, perfaz um círculo perfeito. Em seu centro se ergue a igreja gótica de São Jorge, com um campanário chamado Daniel, que mede 90 metros de altura e permite contemplar não só a cidade velha, como também a campina circundante e até cem povoados ao redor. Nordlingen ocupa o centro de uma ampla cavidade, Ries, criada pelo choque de um meteorito de um quilômetro de diâmetro. O Rieskrater Museum, alojado em uma fazenda do século XV, permite conhecer os pormenores do impacto, que arrasou todo o rastro de vida em um raio de mais de 160 quilômetros. Romantische Strasse e.V.
  • É talvez a cidadezinha mais célebre e turística do Rheingau, a região vinícola do Reno, que começa nas proximidades de Wiesbaden. Típico da região é o ‘sekt’, o vinho espumante. Em Rüdesheim, a ruela de Drosselgasse é um fervedouro de tabernas e excursionistas joviais que o consomem como loucos. Não só o ‘sekt’, também é típico o 'weinbrad', um brandy produzido na antiga destilaria local Asbach, e serve de recheio a bombons vendidos em grande quantidade. Vale a pena dar uma escapada ao Kloster Eberbach, mosteiro cisterciense nas proximidades, onde há um pequeno museu do vinho e se realizam degustações. Além disso, é um lugar muito sugestivo, pois ali foram filmadas algumas das cenas de “O Nome da Rosa”. Em Rüdesheim o visitante pode embarcar no 'Goethe', barco que faz a bastante turística Rota do Reno.
    9Rüdesheim (Hesse) É talvez a cidadezinha mais célebre e turística do Rheingau, a região vinícola do Reno, que começa nas proximidades de Wiesbaden. Típico da região é o ‘sekt’, o vinho espumante. Em Rüdesheim, a ruela de Drosselgasse é um fervedouro de tabernas e excursionistas joviais que o consomem como loucos. Não só o ‘sekt’, também é típico o 'weinbrad', um brandy produzido na antiga destilaria local Asbach, e serve de recheio a bombons vendidos em grande quantidade. Vale a pena dar uma escapada ao Kloster Eberbach, mosteiro cisterciense nas proximidades, onde há um pequeno museu do vinho e se realizam degustações. Além disso, é um lugar muito sugestivo, pois ali foram filmadas algumas das cenas de “O Nome da Rosa”. Em Rüdesheim o visitante pode embarcar no 'Goethe', barco que faz a bastante turística Rota do Reno. AGE
  • O próprio nome (Bacharach: "altar de Baco") já anuncia que estamos em uma região consagrada ao vinho, devoção que vem de tempos romanos, sem ir mais longe. São muito famosos os festivais da vindima realizados aqui a cada outono. Da muralha medieval se pode contemplar o Reno e avistar, ao longe, o célebre Pfalz (Pfalzgrafenstein), um penhasco na metade do rio, com uma sólida torre cercada por um muro, como se fosse um castelo fantasma ou um navio naufragado (é possível visitar o interior).
    10Bacharach (Renânia-Palatinado) O próprio nome (Bacharach: "altar de Baco") já anuncia que estamos em uma região consagrada ao vinho, devoção que vem de tempos romanos, sem ir mais longe. São muito famosos os festivais da vindima realizados aqui a cada outono. Da muralha medieval se pode contemplar o Reno e avistar, ao longe, o célebre Pfalz (Pfalzgrafenstein), um penhasco na metade do rio, com uma sólida torre cercada por um muro, como se fosse um castelo fantasma ou um navio naufragado (é possível visitar o interior). AGE
  • É uma das cidadezinhas mais visitadas da Floresta Negra. E com razão. Parece um cenário de contos, ou de filme: de fato, alguns foram rodados em suas ruas, entre outros, 'A Fantástica Fábrica de Chocolate'. Ruazinhas de calçamento de pedra, casas de enxaimel, fontes monumentais, portas fortificadas, uma Prefeitura barroca e um par de igrejas: tudo isso em torno da Marktplatz, cujo espaço é disputado pelas flores e as mesas dos terraços de bares e restaurantes.
    11Gegenbach (Baden-Wurtemberg) É uma das cidadezinhas mais visitadas da Floresta Negra. E com razão. Parece um cenário de contos, ou de filme: de fato, alguns foram rodados em suas ruas, entre outros, 'A Fantástica Fábrica de Chocolate'. Ruazinhas de calçamento de pedra, casas de enxaimel, fontes monumentais, portas fortificadas, uma Prefeitura barroca e um par de igrejas: tudo isso em torno da Marktplatz, cujo espaço é disputado pelas flores e as mesas dos terraços de bares e restaurantes.
  • É um dos povoados mais pitorescos da região vinícola de Mosela. Ali, ao Festival de música de Mosela se une o Festival da Terra e do Vinho, no final do verão. O rio, escoltado por plantações em nível e vinhedos, traça uma fechada curva em arco, que vigia um castelo rochoso, o Reichburg. Há um teleférico para subir e contemplar, numa vista panorâmica, o rio, os vinhedos e os barcos que iniciam ali os cruzeiros fluviais até Coblenza. E melhor com uma taça de riesling na mão.
    12Cochem (Renânia-Palatinado) É um dos povoados mais pitorescos da região vinícola de Mosela. Ali, ao Festival de música de Mosela se une o Festival da Terra e do Vinho, no final do verão. O rio, escoltado por plantações em nível e vinhedos, traça uma fechada curva em arco, que vigia um castelo rochoso, o Reichburg. Há um teleférico para subir e contemplar, numa vista panorâmica, o rio, os vinhedos e os barcos que iniciam ali os cruzeiros fluviais até Coblenza. E melhor com uma taça de riesling na mão. iStock
  • Costuma ser a chave de ouro da Rota Romântica (Romantische Strasse) e centro de operações não só para visitar os castelos de Ludwig II da Baviera, mas também para o amplo leque de atividades para desfrutar na montanha (o Tegelberg, nas imediações), lagos, rios e natureza deslumbrante. Debruçada no rio Lech, de uma base rochosa e com os Alpes ao fundo, as casas medievais e barrocas se abrigam aos pés do castelo dos príncipes bispos de Augsburgo (agora museu de pintura) e o mosteiro beneditino de St. Magnus (que abriga outro museu). A rua principal (Reichenstrasse) mantém o traçado da Via Claudia Augusta romana, ao lado da qual se alinham fontes, igrejas e fachadas decoradas com pinturas enganosas. O claustro de St. Magnus acolhe um dos mercados natalinos mais pitorescos, com o castelo episcopal como pano de fundo.
    13Füssen (Baviera) Costuma ser a chave de ouro da Rota Romântica (Romantische Strasse) e centro de operações não só para visitar os castelos de Ludwig II da Baviera, mas também para o amplo leque de atividades para desfrutar na montanha (o Tegelberg, nas imediações), lagos, rios e natureza deslumbrante. Debruçada no rio Lech, de uma base rochosa e com os Alpes ao fundo, as casas medievais e barrocas se abrigam aos pés do castelo dos príncipes bispos de Augsburgo (agora museu de pintura) e o mosteiro beneditino de St. Magnus (que abriga outro museu). A rua principal (Reichenstrasse) mantém o traçado da Via Claudia Augusta romana, ao lado da qual se alinham fontes, igrejas e fachadas decoradas com pinturas enganosas. O claustro de St. Magnus acolhe um dos mercados natalinos mais pitorescos, com o castelo episcopal como pano de fundo.
  • Perto da fronteira com a Áustria, no vale do rio Isar, Mittenwald é uma das cidades mais antigas da Baviera. Na ‘Tabula Peutingeriana’ (espécie de mapa esquemático, em um pergaminho medieval que copia um documento romano) aparece como uma 'mansio' (venda) da Via Claudia Augusta romana. Na época medieval é mencionada como ‘in media silva’ (na metade da floresta, que é o que significa Mittenwald), e obteve o direito de se tornar um mercado. Foi precisamente o comércio transalpino o que deu riqueza ao povoado. Desde o século XVI, a fabricação de instrumentos musicais de corda (violinos, violas, violoncelos) manteve uma pujança que se reflete em um charmoso museu. Numerosas fachadas de casas e torres aparecem cobertas por afrescos de intenso colorido e suntuosa imaginação.
    14Mittenwald (Baviera) Perto da fronteira com a Áustria, no vale do rio Isar, Mittenwald é uma das cidades mais antigas da Baviera. Na ‘Tabula Peutingeriana’ (espécie de mapa esquemático, em um pergaminho medieval que copia um documento romano) aparece como uma 'mansio' (venda) da Via Claudia Augusta romana. Na época medieval é mencionada como ‘in media silva’ (na metade da floresta, que é o que significa Mittenwald), e obteve o direito de se tornar um mercado. Foi precisamente o comércio transalpino o que deu riqueza ao povoado. Desde o século XVI, a fabricação de instrumentos musicais de corda (violinos, violas, violoncelos) manteve uma pujança que se reflete em um charmoso museu. Numerosas fachadas de casas e torres aparecem cobertas por afrescos de intenso colorido e suntuosa imaginação. Alpenwelt Karwendel
  • Esta pequena cidade hanseática, às margens do Báltico, guarda inegável parentesco com outras da Liga Hanseática, graças a seus edifícios góticos de tijolos e as frondosas empenas de suas fachadas. Mas tem uma singularidade: por ela toda transborda certo ar sueco, em trajes, insígnias, tradições... Isso porque foi conquistada pelos suecos na Guerra dos Trinta Anos, e continuou sob tutela sueca até 1903 (nota para melômanos: era daqui um dos conspiradores no assassinato de Gustavo III da Suécia em um baile de máscaras, em 1792, tema que Verdi captou para sua ópera ‘Um baile de Máscaras’, embora depois a censura o tenha obrigado a situar a ação... em Boston!). A espaçosa praça central, com uma fonte fechada renascentista, está flanqueada, entre outros edifícios, pelo Alte Schwede (velho sueco), uma das casas burguesas mais célebres. Conta com três igrejas de tijolos que parecem catedrais e que tiveram de ser profundamente restauradas depois da recente reunificação alemã.
    15Wismar (Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental) Esta pequena cidade hanseática, às margens do Báltico, guarda inegável parentesco com outras da Liga Hanseática, graças a seus edifícios góticos de tijolos e as frondosas empenas de suas fachadas. Mas tem uma singularidade: por ela toda transborda certo ar sueco, em trajes, insígnias, tradições... Isso porque foi conquistada pelos suecos na Guerra dos Trinta Anos, e continuou sob tutela sueca até 1903 (nota para melômanos: era daqui um dos conspiradores no assassinato de Gustavo III da Suécia em um baile de máscaras, em 1792, tema que Verdi captou para sua ópera ‘Um baile de Máscaras’, embora depois a censura o tenha obrigado a situar a ação... em Boston!). A espaçosa praça central, com uma fonte fechada renascentista, está flanqueada, entre outros edifícios, pelo Alte Schwede (velho sueco), uma das casas burguesas mais célebres. Conta com três igrejas de tijolos que parecem catedrais e que tiveram de ser profundamente restauradas depois da recente reunificação alemã. Getty Images
  • St. Goarshausen (na foto) e St. Goar são duas cidadezinhas irmanadas e, ao mesmo tempo, em oposição, em lados separados das margens do Reno: St. Goar na margem esquerda e St. Goarhausen, na direita. Ambas devem seu nome ao monge irlandês Goar, que no século VI chegou aqui para evangelizar pagãos, que, uma vez convertidos, o agradeceram nomeando-o patrono dos taberneiros. Ou seja, estamos em um enclave vinícola, com grande festa etílico-gastronômica em setembro. No final desse mês o vinho jorra em ambas as margens, enquanto tem lugar um espetáculo único de fogos de artifício: o Reno em chamas. Das ruínas do castelo de Rheingels, que domina a cidade, a vista é privilegiada. St. Goarshausen estende suas casas aos pés de outros dois castelos do século XIV, que parecem vigiar um ao outro: são chamados de Katz (gato) e Maus (rato). E há algo de verdade nisso, pois ambos são fruto de rivalidades na arrecadação, uma espécie de dupla taxa por navegar pelo rio. No Maus se pode tomar um café e desfrutar da vista do terraço.
    16St. Goarshausen (Renânia-Palatinado) St. Goarshausen (na foto) e St. Goar são duas cidadezinhas irmanadas e, ao mesmo tempo, em oposição, em lados separados das margens do Reno: St. Goar na margem esquerda e St. Goarhausen, na direita. Ambas devem seu nome ao monge irlandês Goar, que no século VI chegou aqui para evangelizar pagãos, que, uma vez convertidos, o agradeceram nomeando-o patrono dos taberneiros. Ou seja, estamos em um enclave vinícola, com grande festa etílico-gastronômica em setembro. No final desse mês o vinho jorra em ambas as margens, enquanto tem lugar um espetáculo único de fogos de artifício: o Reno em chamas. Das ruínas do castelo de Rheingels, que domina a cidade, a vista é privilegiada. St. Goarshausen estende suas casas aos pés de outros dois castelos do século XIV, que parecem vigiar um ao outro: são chamados de Katz (gato) e Maus (rato). E há algo de verdade nisso, pois ambos são fruto de rivalidades na arrecadação, uma espécie de dupla taxa por navegar pelo rio. No Maus se pode tomar um café e desfrutar da vista do terraço. Romantischer Rhein Tourismus
  • Encravado em montanhas e florestas intrincadas, dividido pelas águas agitadas do rio Rur, este pequeno povoado renano parece um cenário, ou um lugar de contos de fadas. No topo de uma colina está de vigia um castelo medieval e ao longo das ruas e costas empedradas as casas de enxaimel brigam para se impor à corrente. Duas coisas é preciso provar obrigatoriamente nesta cidade: os biscoitos Printen (com canela, gengibre e outras especiarias) e a mostarda local, fabricada aqui com cerca de vinte variedades.
    17Monschau (Renânia do Norte-Westfalia) Encravado em montanhas e florestas intrincadas, dividido pelas águas agitadas do rio Rur, este pequeno povoado renano parece um cenário, ou um lugar de contos de fadas. No topo de uma colina está de vigia um castelo medieval e ao longo das ruas e costas empedradas as casas de enxaimel brigam para se impor à corrente. Duas coisas é preciso provar obrigatoriamente nesta cidade: os biscoitos Printen (com canela, gengibre e outras especiarias) e a mostarda local, fabricada aqui com cerca de vinte variedades. iStock
  • Muitos terão ouvido falar desta cidadezinha pela célebre Paixão de Cristo que cerca de 2.000 moradores encenam a cada dez anos, desde 1634 e como ex-voto por terem se livrado de uma peste. À parte, este povoado apaixona à primeira vista. Porque isto é o que salta à vista primeiro: suas magníficas fachadas cobertas de afrescos cheios de cores, imaginação e, às vezes, humor. São as chamadas 'Lüftmalerei', bastantes comuns em toda a Alta Baviera. A proximidade dos Alpes, das pistas de Garmisch-Partenkirchen, do palácio de Linderhof, do Rei Louco e do soberbo mosteiro de Ettal transformam Oberammergau em um enclave turístico de primeira magnitude.
    18Oberammergau (Baviera) Muitos terão ouvido falar desta cidadezinha pela célebre Paixão de Cristo que cerca de 2.000 moradores encenam a cada dez anos, desde 1634 e como ex-voto por terem se livrado de uma peste. À parte, este povoado apaixona à primeira vista. Porque isto é o que salta à vista primeiro: suas magníficas fachadas cobertas de afrescos cheios de cores, imaginação e, às vezes, humor. São as chamadas 'Lüftmalerei', bastantes comuns em toda a Alta Baviera. A proximidade dos Alpes, das pistas de Garmisch-Partenkirchen, do palácio de Linderhof, do Rei Louco e do soberbo mosteiro de Ettal transformam Oberammergau em um enclave turístico de primeira magnitude. AGE
  • Este pequeno povoado do leste da Baviera, já bem perto da fronteira austríaca, é desde a Idade Média um dos centros de peregrinação mais visitados pelos católicos. O Santuário da Graça (Gnadenkapelle) abriga uma imagem da Virgem que, segundo uma lenda do século XV, ressuscitou um menino de três anos. Seguindo uma tradição secular, o coração de Ludwig II (o Rei Louco) repousa em uma urna nessa capela, como também os corações de seu pai e avô. A igreja paroquial, de um gótico tardio, foi erguida para poder receber o número cada vez maior de peregrinos. Além disso, no começo do século XX foi construída uma enorme basílica em estilo neobarroco. Os papas João Paulo II e Bento XVI foram ali em peregrinação em 1980 e 2006, respectivamente.
    19Altötting (Baviera) Este pequeno povoado do leste da Baviera, já bem perto da fronteira austríaca, é desde a Idade Média um dos centros de peregrinação mais visitados pelos católicos. O Santuário da Graça (Gnadenkapelle) abriga uma imagem da Virgem que, segundo uma lenda do século XV, ressuscitou um menino de três anos. Seguindo uma tradição secular, o coração de Ludwig II (o Rei Louco) repousa em uma urna nessa capela, como também os corações de seu pai e avô. A igreja paroquial, de um gótico tardio, foi erguida para poder receber o número cada vez maior de peregrinos. Além disso, no começo do século XX foi construída uma enorme basílica em estilo neobarroco. Os papas João Paulo II e Bento XVI foram ali em peregrinação em 1980 e 2006, respectivamente. Turismode de Alemania
  • Esta pequena cidade da Baixa Saxônia, no sopé das montanhas do Harz, atravessada pelo rio Gese, conta com numerosos edifícios históricos, como o imponente Palácio Imperial, românico, a Prefeitura gótica e a igreja dos santos Cosme e Damião na Marktplatz, várias igrejas românicas e barrocas, casas patrícias e de corporações profissionais da época renascentista... Mas foram as vizinhas minas de prata de Rammelsberg que lhe valeram o título de patrimônio mundial, em 1992. Essas minas tinham sido exploradas até apenas quatro anos antes, ou seja, até 1988.
    20Goslar (Baixa Saxônia) Esta pequena cidade da Baixa Saxônia, no sopé das montanhas do Harz, atravessada pelo rio Gese, conta com numerosos edifícios históricos, como o imponente Palácio Imperial, românico, a Prefeitura gótica e a igreja dos santos Cosme e Damião na Marktplatz, várias igrejas românicas e barrocas, casas patrícias e de corporações profissionais da época renascentista... Mas foram as vizinhas minas de prata de Rammelsberg que lhe valeram o título de patrimônio mundial, em 1992. Essas minas tinham sido exploradas até apenas quatro anos antes, ou seja, até 1988.
  • Pode ser que muitos tenham em mente uma imagem pessoal desta cidade: uma aparência fantástica, a do famoso conto dos Irmãos Grimm ‘O Flautista de Hammelin’, depois levado ao cinema e ao gênero musical (conto cruel, aliás, pois o mesmo flautista que arrastou os ratos invasores, ao não receber a recompensa prometida, arrastou com sua melodia todas as crianças da cidade, afastando-as para sempre). O certo é que a imagem real desta pequena localidade saxã não destoa de modo algum do mais fantástico relato infantil. Nobres casas de enxaimel, mansões renascentistas, ruelas de pedra, uma catedral e várias igrejas medievais... De maio a setembro, todos os domingos ao meio-dia, quase uma centena de atores em traje de época revive a partida das crianças.
    21Hammelin (Baixa Saxônia) Pode ser que muitos tenham em mente uma imagem pessoal desta cidade: uma aparência fantástica, a do famoso conto dos Irmãos Grimm ‘O Flautista de Hammelin’, depois levado ao cinema e ao gênero musical (conto cruel, aliás, pois o mesmo flautista que arrastou os ratos invasores, ao não receber a recompensa prometida, arrastou com sua melodia todas as crianças da cidade, afastando-as para sempre). O certo é que a imagem real desta pequena localidade saxã não destoa de modo algum do mais fantástico relato infantil. Nobres casas de enxaimel, mansões renascentistas, ruelas de pedra, uma catedral e várias igrejas medievais... De maio a setembro, todos os domingos ao meio-dia, quase uma centena de atores em traje de época revive a partida das crianças. DZT
  • A cidadezinha de Keitum, na ilha de Sylt, de frente para as costas dinamarquesas, é inteirinha uma peça de museu, como se fosse lustrada todas as manhãs. É difícil até respirar. Suas ruas de calçamento de pedra abrem caminho entre amplos jardins completados por residências ali chamadas de “casas de capitão”: são moradias que marinheiros dinamarqueses e alemães construíam para sua aposentadoria. Algumas muito antigas, com a data no dintel; são de pedra ou enxaimel com madeira e tijolos, com tetos de palha que resistem bem às chuvas até por uns trinta anos. Na Igreja de St. Severino, do século XII e clone das vizinhas dinamarquesas, são realizados mais concertos de órgão que missas. Há um museu que parece pouca coisa por fora, mas uma vez dentro não acaba nunca. Tem de tudo: artefatos marinhos, caça de baleias, trajes, móveis e cacarecos da vida tradicional da ilha... Não faltam as galerias de arte e lojas de objetos de todo tipo. Um tira-gosto de sabor marinheiro ou um lanchinho pode ser feito na Kleine Teestube, um antigo bunker de guerra ampliado com jardins e terraços para se sentar.
    22Keitum (Sylt, Schleswig-Holstein) A cidadezinha de Keitum, na ilha de Sylt, de frente para as costas dinamarquesas, é inteirinha uma peça de museu, como se fosse lustrada todas as manhãs. É difícil até respirar. Suas ruas de calçamento de pedra abrem caminho entre amplos jardins completados por residências ali chamadas de “casas de capitão”: são moradias que marinheiros dinamarqueses e alemães construíam para sua aposentadoria. Algumas muito antigas, com a data no dintel; são de pedra ou enxaimel com madeira e tijolos, com tetos de palha que resistem bem às chuvas até por uns trinta anos. Na Igreja de St. Severino, do século XII e clone das vizinhas dinamarquesas, são realizados mais concertos de órgão que missas. Há um museu que parece pouca coisa por fora, mas uma vez dentro não acaba nunca. Tem de tudo: artefatos marinhos, caça de baleias, trajes, móveis e cacarecos da vida tradicional da ilha... Não faltam as galerias de arte e lojas de objetos de todo tipo. Um tira-gosto de sabor marinheiro ou um lanchinho pode ser feito na Kleine Teestube, um antigo bunker de guerra ampliado com jardins e terraços para se sentar. AGE
  • Na própria fronteira com a Polônia, Görlitz é a cidade mais oriental da Saxônia. Na realidade, depois da Segunda Guerra Mundial a parte leste, na margem direita do rio Neisse, passou a pertencer à Polônia (Zgorzelec é seu nome em polonês). A guerra, por sorte, não causou grandes danos nesta localidade, que conta com mais de quatro mil edifícios catalogados. Por isso, é conhecida como “a pérola da Baixa Saxônia”. A igreja gótica de São Pedro e São Paulo, cujas torres dão para a margem esquerda do rio, é a mais pitoresca, mas há outras muito antigas e valiosas, como a Frauenkirche ou a catedral de São Tiago, e até uma monumental sinagoga
    23Görlitz (Saxônia) Na própria fronteira com a Polônia, Görlitz é a cidade mais oriental da Saxônia. Na realidade, depois da Segunda Guerra Mundial a parte leste, na margem direita do rio Neisse, passou a pertencer à Polônia (Zgorzelec é seu nome em polonês). A guerra, por sorte, não causou grandes danos nesta localidade, que conta com mais de quatro mil edifícios catalogados. Por isso, é conhecida como “a pérola da Baixa Saxônia”. A igreja gótica de São Pedro e São Paulo, cujas torres dão para a margem esquerda do rio, é a mais pitoresca, mas há outras muito antigas e valiosas, como a Frauenkirche ou a catedral de São Tiago, e até uma monumental sinagoga Turismo de Alemania
  • O rio Sarre, afluente do Mosela, está no DNA, e no nome, de Saarburg. Mas não é este rio que espelha seu conjunto de casas mais espetacular, mas um pequeno riacho, o Leukbach, que forma uma colossal cascata em pleno centro urbano. A história desta localidade começou há mil anos com a construção do castelo, hoje em ruínas, que coroa a colina. O caráter medieval se mantém sobretudo graças às suas encostas e às casas de enxaimel. De qualquer patamar se espalham os vinhedos que produzem o cobiçado riesling que impera na região.
    24Saarburg (Renânia-Palatinado) O rio Sarre, afluente do Mosela, está no DNA, e no nome, de Saarburg. Mas não é este rio que espelha seu conjunto de casas mais espetacular, mas um pequeno riacho, o Leukbach, que forma uma colossal cascata em pleno centro urbano. A história desta localidade começou há mil anos com a construção do castelo, hoje em ruínas, que coroa a colina. O caráter medieval se mantém sobretudo graças às suas encostas e às casas de enxaimel. De qualquer patamar se espalham os vinhedos que produzem o cobiçado riesling que impera na região. Getty Images
  • Em plena Rota Romântica, este pequeno povoado bávaro repousa em uma encosta aos pés de uma imponente fortaleza medieval de conto de fadas, com torres e telhados pontiagudos de tons avermelhados, e que quase não sofreu danos nas guerras. O centro histórico reúne casas de vigas expostas, uma ponte de pedra sobre o rio Wörnitz, uma antiga sinagoga e um cemitério judaico, entre outras muitas maravilhas.
    25Harburg (Baviera) Em plena Rota Romântica, este pequeno povoado bávaro repousa em uma encosta aos pés de uma imponente fortaleza medieval de conto de fadas, com torres e telhados pontiagudos de tons avermelhados, e que quase não sofreu danos nas guerras. O centro histórico reúne casas de vigas expostas, uma ponte de pedra sobre o rio Wörnitz, uma antiga sinagoga e um cemitério judaico, entre outras muitas maravilhas.