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Os 10 melhores filmes de Tom Hanks

Quando tudo dá errado, lá está Tom Hanks, a quintessência do homem honesto. Protagonizou grandes filmes e também sonoros fracassos

  • Há dois tipos de atores: os que exigem que o filme se adapte a eles e os que se põem a serviço dele. Tom Hanks é um dos poucos astros que pertence ao segundo grupo. Em ‘Quero ser Grande’ interpretava um menino de 12 anos que se torna adulto por causa de um feitiço. A cena de sua primeira noite na grande cidade mostra o maior talento de Hanks: sua singela capacidade de despertar sentimentos entre o público sem fazer alarde. Não há diálogo, apenas Hanks encolhido na cama, morto de medo. E é desolador. O ator sempre é o coração de seus filmes, seja dando seu primeiro beijo ou tocando um piano gigante no chão. Tom Hanks consegue ser a bússola emocional de cada história: quando sofre, nos rasga o coração, e quando se deleita, basta apenas vê-lo para nos divertirmos.
    1Quero ser Grande (Penny Marshall, 1989) Há dois tipos de atores: os que exigem que o filme se adapte a eles e os que se põem a serviço dele. Tom Hanks é um dos poucos astros que pertence ao segundo grupo. Em ‘Quero ser Grande’ interpretava um menino de 12 anos que se torna adulto por causa de um feitiço. A cena de sua primeira noite na grande cidade mostra o maior talento de Hanks: sua singela capacidade de despertar sentimentos entre o público sem fazer alarde. Não há diálogo, apenas Hanks encolhido na cama, morto de medo. E é desolador. O ator sempre é o coração de seus filmes, seja dando seu primeiro beijo ou tocando um piano gigante no chão. Tom Hanks consegue ser a bússola emocional de cada história: quando sofre, nos rasga o coração, e quando se deleita, basta apenas vê-lo para nos divertirmos.
  • 'Se Beber, não Case' não inventou nada de novo. Nos anos 80 valia tudo. ‘A Última Festa de Solteiro” é uma comédia descabelada sobre uma despedida que acaba passando dos limites, incluindo drogas, um convidado com tendências suicidas, prostitutas, um franco-atirador e um burro. Hanks é puro carisma e furor interpretando o noivo, que canaliza a ansiedade que o casamento lhe produz cozinhando com um maçarico e escandalizando sua sogra com um cachorro quente que inclui uma surpresa. O ator nunca voltou a se valer do histrionismo, mas se ‘Filadélfia’ não tivesse aparecido em sua vida certamente Tom Hanks teria acabado em uma carreira mais parecida com a de Jim Carrey ou Eddie Murphy. Como qualquer homem, Hanks deu vazão ao descontrole durante sua juventude e depois sentou a cabeça e se tornou um senhor decente. O mais decente de todos, na verdade.
    29. A Última Festa de Solteiro (Neil Israel, 1984) 'Se Beber, não Case' não inventou nada de novo. Nos anos 80 valia tudo. ‘A Última Festa de Solteiro” é uma comédia descabelada sobre uma despedida que acaba passando dos limites, incluindo drogas, um convidado com tendências suicidas, prostitutas, um franco-atirador e um burro. Hanks é puro carisma e furor interpretando o noivo, que canaliza a ansiedade que o casamento lhe produz cozinhando com um maçarico e escandalizando sua sogra com um cachorro quente que inclui uma surpresa. O ator nunca voltou a se valer do histrionismo, mas se ‘Filadélfia’ não tivesse aparecido em sua vida certamente Tom Hanks teria acabado em uma carreira mais parecida com a de Jim Carrey ou Eddie Murphy. Como qualquer homem, Hanks deu vazão ao descontrole durante sua juventude e depois sentou a cabeça e se tornou um senhor decente. O mais decente de todos, na verdade.
  • Quando uma criança diz que quando crescer quer ser astronauta é bem provável que sua aspiração seja se parecer com Tom Hanks neste filme. Do mesmo modo que durante as turbulências no avião olhamos para a aeromoça para nos certificarmos de que tudo vai bem, no cinema depositamos todas as nossas esperanças no aprumo de Hanks. Por isso, quando se rende e reconhece “Houston, temos um problema”, sabemos que a tripulação dessa nave espacial está realmente mal. Essa expressão não passou à história do cinema pela frase em si, mas porque era Hanks quem a pronunciava. Com tudo o que isso significa. Bruce Willis a teria pronunciado de um modo dissimulado. Tom Hanks conseguiu que o mundo inteiro contivesse a respiração.
    38. Apolo 13 – Do Desastre ao Triunfo (Ron Howard, 1995) Quando uma criança diz que quando crescer quer ser astronauta é bem provável que sua aspiração seja se parecer com Tom Hanks neste filme. Do mesmo modo que durante as turbulências no avião olhamos para a aeromoça para nos certificarmos de que tudo vai bem, no cinema depositamos todas as nossas esperanças no aprumo de Hanks. Por isso, quando se rende e reconhece “Houston, temos um problema”, sabemos que a tripulação dessa nave espacial está realmente mal. Essa expressão não passou à história do cinema pela frase em si, mas porque era Hanks quem a pronunciava. Com tudo o que isso significa. Bruce Willis a teria pronunciado de um modo dissimulado. Tom Hanks conseguiu que o mundo inteiro contivesse a respiração.
  • Quem não se deparou com alguma imperfeição depois de se mudar para uma nova casa? Aqui Tom Hanks sofre todas. As escadas desmoronam, a cozinha pega fogo e ele fica entalado a noite inteira em um buraco cercado por um tapete. A veia cômica de Hanks está mais impecável que nunca enquanto atravessa todos os estados que um ser humano sofre durante uma mudança: esperança, decepção, estupor, euforia, ataques de nervos e, finalmente, agarra o touro pelos chifres e enfrenta os operários que tentam enganá-lo. É um ator clássico com uma habilidade inata para que você fique do lado dele em qualquer situação. Hoje Tom Hanks é parte da família graças a seus dramas, mas esse carisma afetuoso já brilhava em ‘ Um Dia a Casa Cai’.
    47. Um Dia a Casa Cai (Richard Benjamin, 1986) Quem não se deparou com alguma imperfeição depois de se mudar para uma nova casa? Aqui Tom Hanks sofre todas. As escadas desmoronam, a cozinha pega fogo e ele fica entalado a noite inteira em um buraco cercado por um tapete. A veia cômica de Hanks está mais impecável que nunca enquanto atravessa todos os estados que um ser humano sofre durante uma mudança: esperança, decepção, estupor, euforia, ataques de nervos e, finalmente, agarra o touro pelos chifres e enfrenta os operários que tentam enganá-lo. É um ator clássico com uma habilidade inata para que você fique do lado dele em qualquer situação. Hoje Tom Hanks é parte da família graças a seus dramas, mas esse carisma afetuoso já brilhava em ‘ Um Dia a Casa Cai’.
  • Neste drama de ficção científica no qual confluem seis linhas temporais, Hanks interpretou seis personagens distintos. Estava disposto a demonstrar que, ao contrário do que dizem seus detratores, é um dos atores mais versáteis de sua geração. Esta ambiciosa e enaltecedora peripécia das irmãs Warchowski serve como vitrina da destreza de Tom Hanks: sempre se vale de poucos gestos, mas nunca parece estar repetindo personagens ou truques. O segredo é que sua cara funciona como uma tela, ou como um piano que sempre soa parecido, mas toca melodias distintas a cada vez. Seus gestos mal variam de um personagem a outro, mas a sensibilidade com que personifica cada um deles sempre é diferente.
    56. A Viagem (Irmãs Wachowski & Tom Twyker, 2012) Neste drama de ficção científica no qual confluem seis linhas temporais, Hanks interpretou seis personagens distintos. Estava disposto a demonstrar que, ao contrário do que dizem seus detratores, é um dos atores mais versáteis de sua geração. Esta ambiciosa e enaltecedora peripécia das irmãs Warchowski serve como vitrina da destreza de Tom Hanks: sempre se vale de poucos gestos, mas nunca parece estar repetindo personagens ou truques. O segredo é que sua cara funciona como uma tela, ou como um piano que sempre soa parecido, mas toca melodias distintas a cada vez. Seus gestos mal variam de um personagem a outro, mas a sensibilidade com que personifica cada um deles sempre é diferente.
  • O homem decente que se limita a fazer o tem que fazer se incorpora em circunstâncias extremas. O desembarque na Normandia e o feito posterior de encontrar o último dos irmãos Ryan com vida é liderado por um Tom Hanks que travará a pior batalha em seu interior: deve manter a integridade para proteger seu pelotão. Vendo o filme fica a sensação de que, se o capitão deste batalhão desmorona, os aliados vão perder a guerra. Este é o trabalho mais delicado de Hanks, ao construir uma intepretação visceral que ao mesmo tempo tem de reprimir a todo o momento. O filme retrata todo tipo de violência e esfacelamento, mas nada expressa os horrores da guerra tão intensamente como o medo contido no olhar de Hanks.
    65. O Resgate do Soldado Ryan (Steven Spielberg, 1998) O homem decente que se limita a fazer o tem que fazer se incorpora em circunstâncias extremas. O desembarque na Normandia e o feito posterior de encontrar o último dos irmãos Ryan com vida é liderado por um Tom Hanks que travará a pior batalha em seu interior: deve manter a integridade para proteger seu pelotão. Vendo o filme fica a sensação de que, se o capitão deste batalhão desmorona, os aliados vão perder a guerra. Este é o trabalho mais delicado de Hanks, ao construir uma intepretação visceral que ao mesmo tempo tem de reprimir a todo o momento. O filme retrata todo tipo de violência e esfacelamento, mas nada expressa os horrores da guerra tão intensamente como o medo contido no olhar de Hanks.
  • Depois de uma década em que Hollywood não teve espaço para heróis mundanos, o ‘thriller’ ‘Capitão Phillips’, sobre um navio mercante assediado por piratas africanos, nos devolveu ao Tom Hanks com o qual todos nós crescemos. E fez isso de uma forma sutil, quase inalcançável. Durante o sequestro, o capitão Phillips permanece impassível e quase árido, tentando manter sua calma e, por conseguinte, a da tripulação e dos criminosos. Nada impressionante, nada memorável. Mas só no final, quando o protagonista entra em colapso, na intimidade, entendemos tudo o que Tom Hanks vinha fazendo nas duas horas anteriores. É doloroso ver como, no fim, relaxa e se permite que toda sua angústia o invada de supetão. Qualquer ator poderia interpretar um tipo durão, mas poucos transmitem a ansiedade depois da tempestade, como faz Tom Hanks.
    74. Capitão Phillips (Paul Greengrass, 2012) Depois de uma década em que Hollywood não teve espaço para heróis mundanos, o ‘thriller’ ‘Capitão Phillips’, sobre um navio mercante assediado por piratas africanos, nos devolveu ao Tom Hanks com o qual todos nós crescemos. E fez isso de uma forma sutil, quase inalcançável. Durante o sequestro, o capitão Phillips permanece impassível e quase árido, tentando manter sua calma e, por conseguinte, a da tripulação e dos criminosos. Nada impressionante, nada memorável. Mas só no final, quando o protagonista entra em colapso, na intimidade, entendemos tudo o que Tom Hanks vinha fazendo nas duas horas anteriores. É doloroso ver como, no fim, relaxa e se permite que toda sua angústia o invada de supetão. Qualquer ator poderia interpretar um tipo durão, mas poucos transmitem a ansiedade depois da tempestade, como faz Tom Hanks.
  • Especializado em papéis de homens comuns, Hanks não teve muitas oportunidades de empregar sua poderosa capacidade física. Seu personagem é um homem apartado da civilização, que tem de enfrentar a natureza, mas se aferrará à sua humanidade com todas as suas forças. Sabe que é tudo o que tem. Isso inclui iniciar amizade com uma bola de vôlei chamada de Wilson e passar metade do filme falando sozinho. Longe de se tornar tedioso, ‘Náufrago’ é uma aventura épica de sobrevivência humana, que cativou o público porque Tom Hanks tem a capacidade de conseguir que nos envolvamos na história até quando arranca um dente com um patim.
    83. Náufrago (Robert Zemeckis, 2000) Especializado em papéis de homens comuns, Hanks não teve muitas oportunidades de empregar sua poderosa capacidade física. Seu personagem é um homem apartado da civilização, que tem de enfrentar a natureza, mas se aferrará à sua humanidade com todas as suas forças. Sabe que é tudo o que tem. Isso inclui iniciar amizade com uma bola de vôlei chamada de Wilson e passar metade do filme falando sozinho. Longe de se tornar tedioso, ‘Náufrago’ é uma aventura épica de sobrevivência humana, que cativou o público porque Tom Hanks tem a capacidade de conseguir que nos envolvamos na história até quando arranca um dente com um patim.
  • "Não faça esse papel: vão achar que você é gay". Foi isso o que o agente de Hanks lhe disse quando lhe ofereceram este papel. ‘Filadélfia’ era o primeiro filme de Hollywood protagonizado por um personagem gay e o ator, ostentando a mesma integridade que caracteriza seus personagens, aceitou o desafio, apesar das possíveis consequências negativas que teria em sua carreira. Ao contrário, ganhou um Oscar e sensibilizou milhões de pessoas, tornando visível a homossexualidade e derrubando o estigma social da AIDS. Ele sabia quanto era importante sua presença no filme. O ator impôs o bem maior a seus interesses, e isso o torna algo mais do que um astro de Hollywood. Isso o transforma em um herói de nosso tempo.
    92. Filadélfia (Jonathan Demme, 1993) "Não faça esse papel: vão achar que você é gay". Foi isso o que o agente de Hanks lhe disse quando lhe ofereceram este papel. ‘Filadélfia’ era o primeiro filme de Hollywood protagonizado por um personagem gay e o ator, ostentando a mesma integridade que caracteriza seus personagens, aceitou o desafio, apesar das possíveis consequências negativas que teria em sua carreira. Ao contrário, ganhou um Oscar e sensibilizou milhões de pessoas, tornando visível a homossexualidade e derrubando o estigma social da AIDS. Ele sabia quanto era importante sua presença no filme. O ator impôs o bem maior a seus interesses, e isso o torna algo mais do que um astro de Hollywood. Isso o transforma em um herói de nosso tempo.
  • A melhor interpretação de Tom Hanks. O papel, uma fábula sobre a história dos Estados Unidos do século XX protagonizada por um deficiente mental, poderia ter sido fatal. Mas o filme tinha um cartucho em seu favor. A humanidade, o carisma e a dignidade que Hanks empresta a ‘Forrest Gump’ ganharam um lugar especial na memória sentimental da cultura popular. Ninguém mais teria levado em frente este personagem, que despertou o carinho e a admiração do público. ‘Forrest Gump’ é a parábola sobre o sonho americano e o homem que se faz sozinho mais triunfante e contagiante filmada até então, e dependia integralmente de seu protagonista e da pureza com que Gump respeita sua mãe, Jenny, Deus e o tenente Dan acima de qualquer humilhação. É uma comédia hilariante e um melodrama comovente. É uma maratona interpretativa que Hanks forja com uma naturalidade assombrosa. “Você nunca voltará a ver o mundo igual quando o vir através dos olhos de Forrest Gump”, prometia o anúncio do filme. De certo modo, nunca voltamos a ser tão inocentes como quando Tom Hanks nos contava as histórias.
    10E o melhor: 1. Forrest Gump (Robert Zemeckis, 1994) A melhor interpretação de Tom Hanks. O papel, uma fábula sobre a história dos Estados Unidos do século XX protagonizada por um deficiente mental, poderia ter sido fatal. Mas o filme tinha um cartucho em seu favor. A humanidade, o carisma e a dignidade que Hanks empresta a ‘Forrest Gump’ ganharam um lugar especial na memória sentimental da cultura popular. Ninguém mais teria levado em frente este personagem, que despertou o carinho e a admiração do público. ‘Forrest Gump’ é a parábola sobre o sonho americano e o homem que se faz sozinho mais triunfante e contagiante filmada até então, e dependia integralmente de seu protagonista e da pureza com que Gump respeita sua mãe, Jenny, Deus e o tenente Dan acima de qualquer humilhação. É uma comédia hilariante e um melodrama comovente. É uma maratona interpretativa que Hanks forja com uma naturalidade assombrosa. “Você nunca voltará a ver o mundo igual quando o vir através dos olhos de Forrest Gump”, prometia o anúncio do filme. De certo modo, nunca voltamos a ser tão inocentes como quando Tom Hanks nos contava as histórias.