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Seminário do EL PAÍS debate demandas da educação do século XXI

Especialistas debatem entraves do setor e a necessidade de adaptação do ensino ao novo perfil de aluno

Estudantes ocuparam escolas de SP contra reorganização em 2015
Estudantes ocuparam escolas de SP contra reorganização em 2015 Fotos Públicas

No final do ano passado, milhares de jovens do Estado de São Paulo ocuparam diversas escolas da região, reunidos contra um mesmo objetivo: impedir que seus colégios fossem fechados e garantir o acesso à educação para todos os moradores das comunidades que seriam atingidas pelo novo programa de reorganização escolar do Governo.

A preocupação dos estudantes em torno das problemáticas atuais da educação, contudo, estava longe do fim. Poucos meses depois, novos movimentos de ocupação se alastraram por outros estados, como o Rio de Janeiro e, mais recentemente, os secundaristas paulistas voltaram a protestar pela melhoria das condições de suas escolas e do ensino. Desde o final de março, ocupam um centro administrativo de ensino técnico, o Centro Paula Souza, e, desde a última terça, o Plenário da Assembleia Legislativa

E não são apenas os alunos que têm lutado para destravar a educação. Em meados de 2015, por exemplo, professores do Paraná ocuparam as ruas e a Assembleia Legislativa do Estado contra uma reforma no ensino que culminaria na perda de direitos trabalhistas e na precarização da educação na região.

Não é preciso, portanto, nos debruçarmos sobre indicadores globais de desempenho dos alunos brasileiros (que nos colocam no final dos rankings de qualidade de ensino) para chegarmos à conclusão de que a educação do país enfrenta diversos problemas – e tem preocupado a comunidade acadêmica há décadas.

Os entraves da educação no Brasil são bastante contrastantes, inclusive, com o volume de investimentos que o setor recebe todos os anos, que batem na casa de 100 bilhões de reais. Para 2016 não é diferente: o orçamento do Ministério da Educação de 2016 soma 99,78 bilhões, o terceiro maior gasto do Governo entre as pastas, perdendo apenas para Previdência e Saúde.

Ainda que os recursos destinados à educação tenham esta ordem de grandeza, não foram suficientes para que o país cumprisse seis metas básicas globais para a educação, proposta pelo Programa Educação para Todos, da Unesco, do qual o Brasil é signatário, junto a outras 163 nações, desde 2000. Esses países tinham até 2015 para superar seis desafios, como dobrar a taxa de alfabetização de adultos, elevar a 100% o número de crianças matriculadas no ensino primário e melhorar a qualidade do ensino. O Brasil não consegui cumprir com esses objetivos, junto a outras 52 economias.

Nesses últimos quinze anos, muita coisa mudou. Novas tecnologias foram inseridas na educação e novas demandas também foram surgindo por parte da comunidade estudantil. A prova disso tudo está nos recentes movimentos em prol da qualidade de ensino do país. Com o objetivo de fomentar o debate em torno do novo papel da educação neste século que segue, o EL PAÍS, a Fundação Santillana e a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) promoverão o “Seminário Internacional Educação para a cidadania global”.

O evento ocorrerá em São Paulo, no dia 12 de maio, e contará com a presença de Cecília Barbieri, especialista em educação da Unesco, César Callegari, do Conselho Nacional de Educação (CNE), Ricardo Paes de Barros, do Instituto Airton Senna (IAS), e diversos outros especialistas da área, dedicados a pensar a educação dentro do contexto global.

Programação

9:00 as 9:30 Mesa de abertura: 30 min.

9:30 as 10:15 Palestra 1: UNESCO - 45 min – Cecilia Barbiere (Tema: Educação para a Cidadania Global)

10:15 as 10:45 Palestra 2: MEC - 30 min – representante do MEC (Tema: A política do MEC para a formação integral e cidadã)

10:45 as 11:15 Coffe

11:15 as 11:45 Palestra 3: Fundação Santillana (FS) - André Lazaro - 30 min (Tema: A educação de valor: formação para aprendizagens significativas ao longo da vida)

11:45 as 12:30 Mesa de debate 1: UNDIME – Aléssio / UNESCO – representante Haiti / FS - André Lazaro (mediador) – 45 min (Tema: Desafios da implementação de programas para a educação cidadã)

12:30 as 13:45 Intervalo para almoço – 1h15min

13:45 as 14:15 Palestra 4: Conselho Nacional de Educação (CNE) - 30 min – César Callegari (Tema: A contribuição da Base Nacional Comum Curricular)

14:15 as 14:45 Palestra 5: CONSED Nacional - 30 min - Eduardo Deschamps – (Tema: O papel do ensino médio na formação integral dos alunos)

14:45 as 15:15 Palestra 6: Instituto Airton Senna (IAS) - 30 min – Ricardo Paes de Barros (Tema: O impacto das competências socioemocionais)

15:15 as 16:00 Mesa de debate 2: Sociedade Civil – 45 min (Tema: Desafios e perspectivas)

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