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O arquivo secreto de Oriol Maspons, o fotógrafo que retratou uma época
Fotoensaio

O arquivo secreto de Oriol Maspons, o fotógrafo que retratou uma época

11 fotos

Oriol Maspons sempre entendeu que a fotografia deve cumprir o papel de registro do seu tempo. Com essa ânsia, ele se tornou um proeminente mestre da disciplina durante o século XX. Sua coleção documental é uma caixa de surpresas que agora vê a luz nestas páginas.

  • Londres, 1956.
    1Londres, 1956.
  • Irma, 1966.
    2Irma, 1966.
  • Joan Manuel Serrat, Núria Feliu e Raimon, 1967.
    3Joan Manuel Serrat, Núria Feliu e Raimon, 1967.
  • Bel Gil-Moreno de Moura, em 1965.
    4Bel Gil-Moreno de Moura, em 1965.
  • Paris, 1956.
    5Paris, 1956.
  • Carlos Barral, 1959.
    6Carlos Barral, 1959.
  • O jornalista Alberto Oliveras, em Cadaqués, 1966.
    7O jornalista Alberto Oliveras, em Cadaqués, 1966.
  • Juliette Mayniel, em 1960.
    8Juliette Mayniel, em 1960.
  • Paris, 1955-1956.
    9Paris, 1955-1956.
  • Londres, 1956.
    10Londres, 1956.
  • A Torre Eiffel, Paris, 1962.   O olhar desconhecido de Maspons   A revisão em profundidade de arquivo fotográfico de Oriol Maspons, depositado por ele em 2010 no Museu Nacional de Arte da Catalunha, trouxe à luz novas imagens inéditas ou quase esquecidas do autor. Algumas delas pertencem ao seu estágio de fotógrafo amador, feito durante a sua estada em Paris em meados dos anos cinquenta. Na capital francesa, Maspons reuniu grandes nomes da época (Cartier-Bresson, Brassaï, Robert Doisneau e Guy Bourdin, entre outros), e essas reuniões foram o gatilho para que decidisse se profissionalizar ao regressar a Barcelona. Em 1957 ele se associou a Julio Ubiña - a quem conheceu na Associação Fotográfica da Catalunha -, dando início a uma carreira que abarcou diferentes gêneros fotográficos: reportagem, ilustração editorial, retratos, moda e fotografia publicitária. Maspons pertencia à geração de fotógrafos que nos anos cinquenta e sessenta revolucionou a linguagem da fotografia, de costas para a fotografia "artística" praticada em círculos conservadores e compreendendo que a fotografia deve desempenhar o papel de registro do seu tempo. Maspons, contrário à ideia da imagem como objeto de contemplação estética, defendia a fotografia aplicada ou útil cujo destino final era a página impressa. (A autora deste texto,  Cristina Zelich , é curadora da exposição "Oriol Maspons. Fotografia útil", de 5 de julho a 12 de janeiro de 2020, no Museu Nacional de Arte da Catalunha, em Barcelona. As imagens destas páginas, cortesia do Museu Nacional de Arte Catalã, vêm de scans de cópias da época, das quais foram removidas pequenas partículas de poeira e as manchas causadas pela passagem do tempo).
    11A Torre Eiffel, Paris, 1962.
    O olhar desconhecido de Maspons
    A revisão em profundidade de arquivo fotográfico de Oriol Maspons, depositado por ele em 2010 no Museu Nacional de Arte da Catalunha, trouxe à luz novas imagens inéditas ou quase esquecidas do autor. Algumas delas pertencem ao seu estágio de fotógrafo amador, feito durante a sua estada em Paris em meados dos anos cinquenta. Na capital francesa, Maspons reuniu grandes nomes da época (Cartier-Bresson, Brassaï, Robert Doisneau e Guy Bourdin, entre outros), e essas reuniões foram o gatilho para que decidisse se profissionalizar ao regressar a Barcelona. Em 1957 ele se associou a Julio Ubiña - a quem conheceu na Associação Fotográfica da Catalunha -, dando início a uma carreira que abarcou diferentes gêneros fotográficos: reportagem, ilustração editorial, retratos, moda e fotografia publicitária. Maspons pertencia à geração de fotógrafos que nos anos cinquenta e sessenta revolucionou a linguagem da fotografia, de costas para a fotografia "artística" praticada em círculos conservadores e compreendendo que a fotografia deve desempenhar o papel de registro do seu tempo. Maspons, contrário à ideia da imagem como objeto de contemplação estética, defendia a fotografia aplicada ou útil cujo destino final era a página impressa. (A autora deste texto, Cristina Zelich, é curadora da exposição "Oriol Maspons. Fotografia útil", de 5 de julho a 12 de janeiro de 2020, no Museu Nacional de Arte da Catalunha, em Barcelona. As imagens destas páginas, cortesia do Museu Nacional de Arte Catalã, vêm de scans de cópias da época, das quais foram removidas pequenas partículas de poeira e as manchas causadas pela passagem do tempo).