Seleccione Edição
Login

Elecciones en América

haz scroll

A AMÉRICA
VAI ÀS URNAS

2018 é um ano eleitoral decisivo para as Américas. As duas maiores potências latino-americanas, Brasil e México, encaram pleitos presidenciais marcados pela corrupção política. Venezuela e Colômbia também elegem presidente. A primeira em meio a uma crise econômica, política e social. Na segunda, as FARC participam pela primeira vez de uma disputa presidencial. Para fechar o ano, os Estados Unidos realizam suas eleições legislativas intermediárias, uma prova de fogo para Donald Trump, que terá muita dificuldade em aprovar qualquer uma das suas polêmicas medidas se perder a maioria no Senado e na Câmara de Representantes (deputados).

Janeiro
FEVEREIRO Costa rica 4
MARÇO
Abril Paraguai 22
MAIO 20 Venezuela Colômbia 27
JUNHO
JULHO México 1
Agosto
SETEMBRO
OUTUBRO Brasil 7
NOVEMBRO Estados unidos 6
Costa Rica 4 de fevereiro

Tipo de eleição:

Presidencial e legislativa. Só havia ocorrido uma vez em sua história: a Costa Rica terá um segundo turno eleitoral, em 1º. de abril, porque os principais candidatos ficaram muito distantes dos 40% da maioria absoluta: o vencedor, Fabricio Alvarado, com 24,9% dos votos; e seu competidor Carlos Alvarado, com 21,7%

Atualmente no Governo:

Luis Guillermo Solís. Partido Ação Cidadã (PAC)

Principais candidatos

Fabricio Alvarado Fabricio Alvarado partido Restauração Nacional - cristão.

Resultado no primeiro turno: 24,9% dos votos. Passa para o segundo turno.

Carlos Alvarado Carlos Alvarado Partido Ação Cidadã (PAC) — esquerda

Resultado no primeiro turno: 21,7% dos votos. Passa para o segundo turno.

Antonio Alvarez Antonio Álvarez Desanti Partido Libertação Nacional (PLN) — centro-esquerda.

Resultado no primeiro turno: 18% dos votos.

Rodolfo Piza Rodolfo Piza Partido Unidade Social Cristã (PUSC) — social-cristão.

Resultado no primeiro turno: 16% dos votos.

Juan Diego Juan Diego Castro Partido Integração Nacional (PIN) — conservador, sem deputados desde 1998.

Resultado no primeiro turno: 9,5% dos votos.

Uma trama de corrupção cercou nos últimos meses de 2017 o presidente costa-riquenho, Luis Guillermo Solís, investigado por tráfico de influências, o que prejudicou o candidato governista, Carlos Alvarado. Além disso, a decisão de 9 de janeiro da Comissão Interamericana de Direitos Humanos de reconhecer o matrimônio igualitário colocou “os valores cristãos” no centro do debate político. O vencedor no primeiro turno, aliás, foi o candidato evangélico Fabricio Alvarado, que baseou grande parte da sua campanha na defesa da família tradicional.

mais informação
Venezuela 20 de maio

Tipo de eleição:

Presidencial. Um turno

Atualmente no Governo:

Nicolás Maduro. Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV)

Principais candidatos

Nicolás maduro Nicolás maduro Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV)

Nicolás Maduro, do PSUV. Maduro ganhou as eleições em abril de 2013 com o mesmo programa político apresentado pelo ex-presidente Hugo Chávez, então recentemente falecido. O PSUV está no poder desde sua fundação, em 2008.

Henri Falcón Henri Falcón Avanço Progressista (AP)

Falcón é um dissidente chavista e ex-governador do Estado de Lara. Seu apreço pelo diálogo e seu viés moderado fazem dele o menos rejeitado da oposição pelo presidente Maduro.

A Venezuela realiza eleições deslegitimadas pela CIDH e com uma oposição praticamente ausente. A maioria dos dirigentes da Mesa da Unidade Democrática (MUD), que reúne os partidos contrários ao Governo e ganhou em dezembro de 2015 a maioria no Parlamento, prefere não participar de uma votação que considera forjada. Outros defendem, entretanto, que esta pode ser uma boa oportunidade para derrotar Maduro, que vive um momento de popularidade baixa em meio a uma grave crise econômica (o país sofre a maior inflação de sua história e um desabastecimento contínuo de bens básicos, com índices de pobreza cada vez maiores), social (a ONU e vários países do mundo denunciaram o uso excessivo da força por parte das autoridades nos protestos e a violação dos direitos humanos) e política (o eco do desencanto popular é cada dia maior, e o governismo apresenta fraturas cada vez mais tangíveis).

mais informação
Paraguai 22 de abril

Tipo de eleição:

Gerais. Um só turno.

Atualmente no Governo:

Horacio Cartes. Partido Colorado

Principais candidatos

Mario Abdo Benítez Mario Abdo Benítez Associação Nacional Republicana-Partido Colorado (ANR-PC) — direita

O Partido Colorado, a formação com a qual Alfredo Stroessner governou o Paraguai com mão de ferro durante 35 anos de ditadura (1954-1989), só perdeu a presidência do país uma vez desde 1948. Foi em 2008, contra uma aliança de movimentos sociais de esquerda com o conservador Partido Liberal. Abdo Benítez é filho do histórico secretário particular de Stroessner, e sua apologia da ditadura foi uma constante durante a campanha.

Efraín Alegre Efraín Alegre Grande Aliança Nacional Renovada (Ganar)

Os partidos da oposição de centro-esquerda se apresentam juntos nesta aliança para tentar desbancar a ANR-PC. Alegre, atual presidente do Partido Liberal, foi ministro de Obras Públicas durante a presidência de Fernando Lugo – a única que a ANR-PC perdeu desde o fim da ditadura – e disputou a eleição presidencial de 2013, quando perdeu para Horacio Cartes.

mais informação
Colômbia 27 de maio

Tipo de eleição:

Presidencial. Com possibilidade de segundo turno, marcado para 17 de junho

Atualmente no Governo:

Juan Manuel Santos. Partido Social de Unidade Nacional

Principais candidatos

Iván Duque Márquez Iván Duque Márquez Partido Centro Democrático - direita

Partido do ex-presidente Álvaro Uribe, principal opositor ao acordo de paz com as FARC.

Germán Vargas Lleras Germán Vargas Lleras partido Mudança Radical (CR) – centro-direita

Foi sócio do Governo de Santos, no qual chegou a ocupar o cargo de vice-presidente, entre 2010 e abril de 2017, quando decidiu disputar as eleições de 2018 para enfrentar as FARC “com os mecanismos da democracia”.

Sergio Fajardo Sergio Fajardo partido Coalizão Colômbia – centro-esquerda

Ex-prefeito de Medellín e ex-governador de Antioquia, defende a reconciliação do país como prioridade social. O Coalizão Colômbia inclui as formações Partido Verde, o progressista Polo Democrático e o Compromisso Cidadão.

Gustavo Petro Gustavo Petro partido Movimento Progressistas - esquerda

Petro é um ex-combatente da organização guerrilheira M-19, desmobilizada em 1990. Foi eleito prefeito de Bogotá em 2012. O Progressistas surgiu por iniciativa popular em 2011, a partir, segundo seu próprio site, de uma “inconformidade” que busca oferecer “uma alternativa à esquerda”.

rodigo_londono.jpga Rodrigo Londoño, ‘Timochenko’ partido Força Alternativa Revolucionária do Comum (FARC) - esquerda radical

A antiga guerrilha FARC estreia nas urnas mantendo-se fiel a suas siglas e ao seu líder.

Estas eleições estão sendo marcadas pela assinatura da paz com a guerrilha FARC, que pela primeira vez na história disputa a presidência como partido político. Há uma clara divisão entre os candidatos das formações contrárias ao processo de paz (Germán Vargas Lleras e Iván Duque) e os que pregam a reconciliação como slogan político (Humberto de la Calle, que foi negociador durante o processo, Sergio Fajardo e Gustavo Petro).

mais informação
México 1º. de julho

Tipo de eleição:

Presidencial. Um só turno

Atualmente no Governo:

Enrique Peña Nieto (PRI)

Principais candidatos

Andrés Manuel López Obrador Andrés Manuel López Obrador Movimento de Regeneração Nacional (MORENA) - esquerda

Nasceu como formação progressista. López Obrador, mais conhecido pelas iniciais AMLO, tenta pela terceira vez (e última, de acordo com suas palavras) vencer uma eleição presidencial. Para isso, busca espantar os medos que motivava no passado e aglutinar os maiores apoios possíveis, sem lhe importar o matiz ideológico, como demonstrou ao se aliar com o Partido Encontro Social, ultraconservador.

ricardo anaya Ricardo Anaya Frente Cidadã pelo México

Anaya, que aos 38 anos é o candidato mais jovem, foi o principal artífice desta coalizão que reúne o partido conservador cristão PAN (que ele lidera) e os progressistas PRD e Movimento Cidadão. No entanto, esse amálgama recebeu muitas críticas internas, especialmente dentro do PAN, que viu como muitos de seus membros expressavam sua insatisfação com a aliança, chegando inclusive a abandonar a formação.

José Antonio Meade José Antonio Meade Partido Revolucionário Institucional (PRI) — centro-direita

A sombra da corrupção assombra a cada dia mais a trajetória do PRI, um partido que desde sua fundação, em 1929, só perdeu a presidência em 2000 e 2006. Para paliar sua má imagem, apostou num candidato que não milita no partido e que é o único secretário (ministro) que participou do Gabinete de Peña Nieto e de seu antecessor, o panista Felipe Calderón. Porém, a desgastada marca PRI e as guerras internas abertas após sua indicação são o principal entrave para Meade.

O México encara um processo eleitoral marcado pela deterioração do partido atualmente no Governo, o PRI, afetado pela corrupção desenfreada e pelo aumento da violência no final do mandato de Peña Nieto. O principal prejudicado é o aspirante do seu partido à sucessão, José Antonio Meade, terceiro nas pesquisas, atrás de Ricardo Anaya e Andrés Manuel López Obrador, duas vezes candidato presidencial. A insegurança, os casos de corrupção e a relação com os Estados Unidos, especialmente em meio à negociação do Tratado de Livre Comércio, serão pontos cruciais na campanha, que começará oficialmente em 30 de março.

mais informação
Brasil 7 de outubro

Tipo de eleição:

Presidencial. Com possibilidade de segundo turno, marcado para 28 de outubro

Atualmente no Governo:

Michel Temer (PMDB)

Principais candidatos: a definir

As eleições do próximo outubro deverão ser as mais incertas e decisivas em muitos anos para o Brasil, que vive um período político muito conturbado. Em primeiro lugar porque a presidenta eleita em 2014, Dilma Rousseff, do Partido dos Trabalhadores (PT), não conseguiu concluir seu mandato, pois foi destituída pelo Congresso em 2016. Além disso, o líder que encabeça todas as pesquisas, o ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva, também do PT, ficará provavelmente fora da disputa por ter sido condenado por corrupção e lavagem de dinheiro no escândalo da Lava Jato. O segundo colocado nas pesquisas, Jair Bolsonaro, é um ex-militar ultradireitista que defende a venda livre de armas, a tortura de delinquentes e as execuções extrajudiciais por policiais. No espectro da centro-direita tradicional nenhum candidato chega a despontar, como tampouco se adivinha um possível substituto para Lula na esquerda. Neste panorama, ainda não se descarta que irrompa algum nome até agora alheio à política, como o do apresentador de televisão Luciano Huck.

mais informação
Estados Unidos 6 de novembro

Tipo de eleição:

Legislativas (renovação da Câmara de Representantes e um terço do Senado)

Atualmente no Governo:

Donald Trump. Partido Republicano

O Partido Republicano e o Democrata se enfrentam em um pleito legislativo decisivo para o resto da presidência de Donald Trump. O presidente já teve problemas para aprovar sua agenda legislativa (como a contrarreforma da saúde) apesar da sua – frágil – maioria no Senado. Os democratas estão a dois assentos de conseguir o controle da Câmara alta. Por outro lado, para controlar a Câmara de Representantes, um dos dois partidos precisa conseguir pelo menos 218 deputados. Os democratas não têm maioria na Câmara Baixa desde 2010.

mais informação