Greta Thunberg, a “pirralha” eleita pessoa mais relevante de 2019 pela ‘Time’

Publicação avalia que a ativista “conseguiu transformar uma vaga preocupação sobre o planeta em um movimento mundial que exige uma mudança global”

La portada de la revista 'Time' en la que se nombra a Greta Thunberg 'persona del año'. FOTO: TIME| VÍDEO: EPV
Madri / São Paulo - 11 dic 2019 - 16:24 UTC

Greta Thunberg, a quem o presidente Jair Bolsonaro chamou de “pirralha”, foi eleita a pessoa do ano de 2019 pela revista Time. A publicação norte-americana escolhe a cada ano um homem, mulher ou movimento que esteve no foco midiático nos últimos 12 meses. Desta vez, a Time avaliou que a jovem ativista sueca “conseguiu transformar uma vaga preocupação sobre o planeta em um movimento mundial que exige uma mudança global”.

Thunberg, de 16 anos, virou o símbolo da luta contra a mudança climática. A Time publica neste número dedicado à ativista uma longa reportagem sobre ela e sobre sua jornada através do oceano Atlântico, a bordo de um catamarã, para participar da Cúpula do Clima, a COP25, que está acontecendo em Madri. “Há esperança. Eu vi. Mas ela não vem dos Governos e das corporações, e sim das pessoas”, disse Thunberg nesta quarta-feira em seu discurso na COP25.

Entre os finalistas da edição deste ano estavam o presidente dos EUA, Donald Trump, a presidenta da Câmara de Representantes (deputados), Nancy Pelosi, e os manifestantes de Hong Kong. Para essa eleição anual, a Time realiza uma pesquisa com seus leitores, mas a palavra final cabe aos editores da publicação.

No ano passado, a revista dividiu esse reconhecimento entre várias figuras dos meios de comunicação, como o repórter saudita Jamal Khashoggi, assassinado em 2 de outubro de 2018 no consulado de seu país em Istambul, e a jornalista filipina Maria Ressa, diretora-geral do site noticioso Rappler e perseguida pelo regime de Rodrigo Duterte. Um ano antes, em 2017, a Time havia dedicado sua capa às mulheres que romperam o silêncio e se atreveram a denunciar o assédio sexual dando lugar ao movimento #MeToo.

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