EUA preveem autorizar vacina da Pfizer para a faixa dos 12 a 15 anos

Laboratório aguarda autorização do FDA, agência norte-americana de alimentos e remédios

Automóveis passam diante uma placa informativa anunciando a vacina da Pfizer em um centro de imunização de Los Angeles (Califórnia).
Automóveis passam diante uma placa informativa anunciando a vacina da Pfizer em um centro de imunização de Los Angeles (Califórnia).FREDERIC J. BROWN (AFP)

A Administração de Medicamentos e Alimentos dos Estados Unidos (FDA na sigla em inglês) estuda autorizar o uso da vacina dos laboratórios Pfizer e BioNTech contra a covid-19 em crianças e adolescentes a partir dos 12 anos, o que pode acontecer no máximo na semana que vem, conforme noticiou o jornal The New York Times nesta segunda-feira. O anúncio ocorre apenas um mês depois de a companhia concluir que sua vacina, já autorizada para os jovens de 16 anos em adiante, também protegia a população mais jovem.

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O jornal nova-iorquino relata que, segundo as fontes consultadas, a FDA anunciará a decisão de autorizar o fármaco inclusive antes da semana que vem. Essas mesmas fontes acrescentam que no segundo semestre a agência reguladora poderá aprovar a vacina da Pfizer também para menores de 12 anos.

Os Estados Unidos são o país do mundo com maior número de pessoas contagiadas, mais de 32 milhões de casos registrados. Também são o que está com a vacinação mais adiantada: quase 50% da população já recebeu pelo menos uma primeira dose, e 100 milhões de pessoas (um terço do total) completaram a pauta. O Governo norte-americano ordenou a compra de pelo menos 300 milhões de dose do imunizante da BioNTech-Pfizer até o final de julho, suficiente para imunizar 150 milhões de pessoas. Porém, um em cada cinco norte-americanos diz que não pretende se vacinar contra a covid-19, por diferentes razões, segundo uma pesquisa feita pela empresa Axios-Ipsos em abril.

A Pfizer solicitou no mês passado às autoridades norte-americanas que autorizassem o uso emergencial da sua vacina para adolescentes entre 12 e 15 anos, depois de realizar um estudo com 2.260 indivíduos mostrando uma eficácia de 100% nessa faixa etária. Segundo o laboratório, a vacina foi “bem tolerada” pelas crianças e adolescentes, e os efeitos secundários foram em geral consistentes com os observados em participantes de 16 a 25 anos.

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Até o momento, a Pfizer é a única empresa a ter solicitado uma redução na idade mínima recomendada para vacinação. Espera-se que até meados deste ano a Moderna antecipe os resultados de seus estudos nos EUA em menores de 12 a 17 anos. Num sinal promissor, a FDA já permite que os dois laboratórios, Pfizer e Moderna, comecem a fazer ensaios nos Estados Unidos em crianças de até 11 anos, até chegar inclusive aos seis meses de idade.

Aprovar o uso da vacina da Pfizer para a população de 12 a 15 anos permitirá acrescentar milhões de pessoas ao contingente vacinado nos EUA. Especialistas dizem que a imunização das crianças, que representam cerca de 20% da população norte-americana, é essencial para pôr fim à pandemia e consideram pouco provável que o país alcance a imunidade coletiva enquanto os menores não forem vacinados também.

Na semana passada, Ugur Sahin, cofundador da BioNTech (laboratório alemão criador da vacina associado à empresa farmacêutica norte-americana Pfizer), anunciou que será necessária uma terceira dose após nove meses ou no máximo um ano depois da segunda, para reforçar a proteção frente ao coronavírus. O cientista explicou que os estudos mais recentes demonstram que a imunidade cai com o passar dos meses e que será necessário reativá-la com uma terceira dose, e provavelmente com doses sucessivas a cada ano ou ano e meio. É algo similar ao que ocorre com a vacina da gripe sazonal.

Brasil

Nesta semana, o Ministério da Saúde começa a distribuir, pela primeira vez, um milhão de doses da vacina da Pfizer/BioNTech aos 26 estados do país e ao Distrito Federal. De acordo com o ministério, a vacina da Pfizer está sendo destinada para vacinação de pessoas com comorbidades, gestantes e puérperas, e pessoas com deficiência permanente.

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