O que você precisa saber antes de viajar para se vacinar nos EUA?

Alguns Estados norte-americanos começaram a administrar as vacinas anticovid da Moderna, Pfizer e Johnson & Johnson a turistas e outros residentes

Funcionária da Aeroméxico recebe uma vacina da Pfizer no Aeroporto Internacional de Miami, em maio de 2021.
Funcionária da Aeroméxico recebe uma vacina da Pfizer no Aeroporto Internacional de Miami, em maio de 2021.JOE RAEDLE (AFP)

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Ainda enfrentando os efeitos de uma pandemia que já matou mais de 3,3 milhões de pessoas no mundo inteiro, os países da América Latina estão vendo os Estados Unidos como um oásis em relação às suas próprias campanhas de vacinação, marcadas pela lentidão e a incerteza. Diante de tantas dúvidas e espera, muitos latino-americanos começaram a viajar aos EUA com o único objetivo de receber uma ou mais doses do imunizante, uma modalidade de turismo vacinal que só é possível porque alguns Estados norte-americanos, com excesso de vacinas, estão inoculando também não residentes, independentemente do seu status migratório.

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A abertura pública da imunização contra a covid-19 também aos estrangeiros foi implementada pensando em quem já se encontra no país e não tem condições de voltar ao seu local de origem. Porém, essa brecha está permitindo não só que imigrantes ―inclusive os ilegais― sejam vacinados, mas também pessoas recém-chegadas, que entram com visto de turista, embora o objetivo seja tomar a injeção.

Segundo o site Travel Off Path, em alguns Estados dos EUA a oferta é maior que a demanda, por isso os governos locais começaram a distribuir a vacina através de redes de supermercados, como Walmart, Safeway e Costco, onde basta se registrar por telefone ou via internet para marcar hora na loja desejada. Embora essas redes tenham abrangência nacional, nem todos os Estados autorizam a aplicação de vacinas a não residentes. O mesmo ocorre com as redes de drogarias Walgreens e CVS. Esta última recebeu no começo do ano 250.000 doses como parte de uma parceria com o Governo federal.

Segundo o mesmo site, os Estados que estão imunizando sem comprovar residência legal são Arizona, Louisiana, Texas, Alabama, Califórnia, Colorado, Indiana, Iowa, Michigan, Nevada, Novo México, Ohio, Carolina do Sul, Tennessee, Virgínia e Flórida. O Governo de Nova York, que em princípio tinha recebido queixas dos moradores que se opunham a esta medida, também abriu uma lista de postos onde os turistas podem marcar hora para se vacinar. A única condição, em todos os casos, é apresentar um documento provando ter pelo menos 16 anos de idade. Antes de marcar hora, é preciso verificar quais são as vacinas disponíveis em cada Estado, já que em geral são aplicadas as da Moderna, Pfizer (duas doses em ambos os casos) e Johnson & Johnson (dose única).

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Texas, Louisiana e Arizona foram os Estados pioneiros em oferecer o excedente de injeções, pois desde o final de março convidaram a população não residente a marcar hora para se vacinar. O Departamento de Saúde Pública do Colorado, além de reiterar que não é necessário ser cidadão nem ter residência legal para obter a vacina gratuita contra a covid-19, informa que não compartilhará dados com finalidades legais ou de imigração.

Como resultado da possibilidade de se inocular dentro dos Estados Unidos, muitas agências de viagem começaram a comercializar pacotes turísticos que incluem a imunização, voos de ida e volta, alojamento, aluguel de carro e seguro de viagem, por preços a partir de 1.000 dólares (5.310 reais), segundo o destino. A vantagem legal, para quem estiver como estrangeiro nos Estados Unidos, é que o tipo de visto B1 e B2, para não imigrantes, não implica que o interessado em se vacinar não possa fazê-lo dentro do país, por isso receber a vacina não é ilegal. No caso dos brasileiros, atualmente eles podem entrar nos EUA desde que cumpram a quarentena em algum país autorizado a viajar aos Estados Unidos como, por exemplo, o México.

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