Trump suspende restrição a passageiros de Brasil e Europa, mas Biden reverterá decisão

A medida que permite a entrada de estrangeiros entraria em vigor no dia 26 de janeiro, mas o governo democrata já avisou que não retirará o veto

Uma mulher usando máscara no aeroporto de Nova Jersey em setembro passado.
Uma mulher usando máscara no aeroporto de Nova Jersey em setembro passado.SHANNON STAPLETON (Reuters)
Mais informações

Donald Trump anunciou nesta segunda-feira à noite que vai suspender a proibição de entrada nos Estados Unidos para estrangeiros da Europa e do Brasil. A medida anunciada entraria em vigor a partir de 26 de janeiro, junto com a obrigatoriedade de apresentação de teste negativo para o covid-19 entrar no país. Entraria, no condicional, porque a administração de Joe Biden já avisou que não vai referendar a decisão. O presidente cessante decidiu eliminar a medida imposta em março para conter a disseminação do coronavírus, dois dias antes do final de seu mandato. Mas a futura porta-voz do Governo Joe Biden, Jen Psaki, afirmou no Twitter que o próximo governo “não pretende suspender essas restrições em 26 de janeiro”.

Em nota publicada pela Casa Branca, Trump explicou que as autoridades de saúde o aconselharam a retirar as restrições aplicáveis ao espaço Schengen, Reino Unido, Irlanda e Brasil, mas as restrições aos viajantes da China e do Irã continuarão em vigor devido à falta de colaboração de governos e empresas estatais com os Estados Unidos. “Concordo com o secretário [de Saúde, Alex Aznar] que esta ação é a melhor forma de continuar protegendo os americanos da covid-19 ao mesmo tempo em que as viagens podem ser retomadas com segurança“, disse Trump.

Os Estados Unidos, o país mais afetado pelo coronavírus no mundo, está perto de 400.000 mortos. Nas últimas semanas, atingiu novos recordes de mortes, com mais de 4.000 em apenas 24 horas. Enquanto isso, a curva de contágio segue descontrolada e os casos ultrapassam 24 milhões em todo o país. “Com o agravamento da pandemia e o surgimento de variantes mais contagiosas ao redor do mundo, não é hora de suspender as restrições às viagens internacionais”, tuitou Psaki, a futura porta-voz do Biden, esclarecendo que a equipe médica não o recomenda. “Na verdade, planejamos fortalecer as medidas de saúde pública em relação às viagens internacionais para mitigar ainda mais a disseminação da covid-19.”

Em 12 de janeiro, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, por sua sigla em inglês) emitiu despacho para que a partir de 26 de janeiro seja imprescindível a apresentação de teste negativo para covid-19 ou documentação certificando que o passageiro tenha se recuperado da doença. Os regulamentos se aplicam a todos os passageiros aéreos que chegam de um país estrangeiro.

Apoie nosso jornalismo. Assine o EL PAÍS clicando aqui

Mais informações

Arquivado Em

Recomendaciones EL PAÍS
Logo elpais

Você não pode ler mais textos gratuitos este mês.

Assine para continuar lendo

Aproveite o acesso ilimitado com a sua assinatura

ASSINAR

Já sou assinante

Se quiser acompanhar todas as notícias sem limite, assine o EL PAÍS por 30 dias por 1 US$
Assine agora
Siga-nos em: