Biden confia o comando da recuperação da economia a uma equipe dominada por mulheres

A diversidade, a experiência e o foco no emprego caracterizam os escolhidos pelo presidente eleito dos EUA para pilotar a crise

Neera Tanden, escolhida para dirigir o Escritório de Administração e Orçamento dos EUA, em foto de 2016, na Filadélfia.
Neera Tanden, escolhida para dirigir o Escritório de Administração e Orçamento dos EUA, em foto de 2016, na Filadélfia.SAUL LOEB (AFP)
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As contas do Governo Biden, assim como sua voz, serão femininas. O presidente eleito dos Estados Unidos completou nesta segunda-feira suas equipes econômica e de comunicação, e ambas terão presença majoritária de mulheres nos altos cargos. As nomeações incluem várias mulheres de diversas origens, em linha com a promessa do próximo presidente democrata de formar um Governo que reflita a sociedade norte-americana.

Na equipe à qual Biden vai entregar a tarefa da recuperação de uma economia abalada pela pandemia, além da prestigiada economista e ex-presidente do Federal Reserve Janet Yellen para secretária do Tesouro, cuja nomeação foi anunciada na semana passada, estará também Neera Tanden, filha de imigrantes indianos e presidente do progressista Center for American Progress. Ela será a primeira mulher não branca a chefiar o influente Escritório de Administração e Orçamento, órgão encarregado de auxiliar o presidente a atingir seus objetivos políticos, orçamentários, regulatórios e de gestão. Cecilia Rouse, reitora da Escola de Políticas Públicas de Princeton, será a primeira mulher afro-americana à frente do Conselho de Consultores Econômicos. Os outros dois membros do conselho, que desempenha papel fundamental no assessoramento do presidente em questões econômicas, serão os economistas Heather Boushey e Jared Bernstein.

Tanto Rouse como Tandem têm ampla experiência pública, tendo servido nas duas últimas Administrações democratas (Bill Clinton e Barack Obama). Este também é o caso de Brian Deese, eleito para chefiar o Conselho Econômico Nacional, e Wally Adeyemo, indicado por Biden para ser o adjunto de Yellen no Departamento do Tesouro (ele será o primeiro afro-americano no cargo). Deese foi assessor de Obama e Adeyemo também fez parte dessa Administração e, depois, chefiou a organização sem fins lucrativos do ex-presidente.

Outra característica compartilhada por vários dos nomeados para a equipe econômica, como Yellen, Rouse, Bourshey e Bernstein, é a especialização em políticas de emprego. Além da diversidade e da experiência, com essas escolhas o presidente eleito manda uma terceira mensagem: a política econômica de seu Governo terá como foco o emprego como motor do crescimento econômico.

Os anúncios nesse campo se somam aos deste domingo para a equipe de comunicação da Casa Branca, cujos sete principais postos serão ocupados por mulheres. Jennifer Psaki, uma veterana da Administração Obama, terá o papel mais visível como secretária de imprensa. Kate Bedingfield, assessora de longa data de Biden e também durante a campanha, é a escolhida para ser diretora de comunicações. Será a primeira vez que a cúpula da equipe encarregada de falar em nome do presidente e de dar forma a sua mensagem será formada inteiramente por mulheres.

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