COPA AMÉRICA

Seleções rivais sofrem para acompanhar o ritmo brasileiro na Copa América

Maiores adversários da seleção, incluindo Argentina e Uruguai, não empolgaram na primeira semana do torneio mas atuam para impedir o bicampeonato do Brasil

Messi foge da marcação uruguaia na partida em Brasília.
Messi foge da marcação uruguaia na partida em Brasília.Fernando Bizerra Jr / EFE

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Mesmo antes de saber que a Copa América seria jogada em casa, a seleção brasileira já era considerada a mais forte do continente e favorita ao bicampeonato no torneio. Uma semana de jogos pela competição já foi suficiente para confirmar a tese: em duas rodadas, o time de Tite teve duas vitórias, 7 gols marcados e nenhum sofrido, o melhor aproveitamento entre as dez seleções envolvidas. Tanto a maior rival, Argentina, quanto Uruguai e Colômbia, adversários respeitados, ou até mesmo o Peru, último finalista, acumulam tropeços na primeira fase da Copa enquanto assistem a Neymar e cia. concretizar a superioridade em ritmo de treino. Ainda faltam 20 dias para a final mas, até agora, nenhuma equipe provou em campo a capacidade de impedir que o Brasil volte a erguer a taça continental no Maracanã.

Argentina, a maior rival

Historicamente, é a Argentina quem polariza as glórias do futebol sul-americano com o Brasil. Apesar do jejum de títulos atual dos hermanos, que não levantam um troféu desde 1993, a Copa América atual mantém a lógica com brasileiros liderando o grupo B e argentinos liderando o grupo A. A campanha do time de Messi, no entanto, não é tão boa quanto a dos rivais. Na estreia, a Argentina ficou no empate por 1 a 1 com o Chile, no Rio de Janeiro, quando Messi marcou um golaço de falta mas saiu reclamando do gramado do estádio Nilton Santos. Já no segundo jogo, a primeira vitória veio contra o Uruguai, por 1 X 0, com gol de Guido Rodríguez.

O time treinado por Lionel Scaloni apresenta problemas na defesa e ainda não conseguiu encontrar um ataque que acomode Messi da melhor forma, ainda que o camisa 10 seja o mais inspirado da seleção —e tenha uma motivação a mais por jogar em homenagem a Diego Maradona, falecido em novembro de 2020. Vale lembrar que foram os argentinos os responsáveis pela última derrota do Brasil, num amistoso ocorrido em novembro de 2019.

Colômbia e Uruguai, um degrau abaixo

Pensando no passado recente, seriam colombianos e uruguaios os maiores candidatos a incomodar a dupla Brasil e Argentina na busca pela Copa. A questão é que, ao menos até agora, nenhuma das duas seleções justificaram a fama. Na única partida que jogou pelo torneio, o Uruguai perdeu para a Argentina por 1 X 0, no grupo A. A renomada dupla de ataque, formada por Suárez e Cavani, não conseguiu furar a questionada defesa argentina. Antes de começar a Copa, o Uruguai também não havia conseguido marcar gols contra Paraguai e Venezuela, dois times considerados piores que os uruguaios.

A Colômbia, que joga sem a estrela James Rodríguez, é no papel a maior adversária do Brasil no grupo B. O time treinado por Reinaldo Rueda estreou vencendo o Equador por 1 a 0, mas não conseguiu sair do 0 a 0 em seu segundo jogo contra a Venezuela, a equipe mais fraca da chave. Dois pontos atrás dos brasileiros, os colombianos têm pela frente agora seus dois compromissos mais difíceis na primeira fase: o Peru, em Goiânia, e o Brasil, no Rio de Janeiro.

Peru e Chile, correndo por fora

O Peru foi o vice-campeão da última Copa América, quando acabou derrotado pelo Brasil na final. Nada impede que os peruanos voltem a surpreender na edição deste ano, mas a estreia foi com o pé esquerdo: perdeu por 4 X 0 para o Brasil no Nilton Santos, sem sequer conseguir incomodar o goleiro adversário. Foi a única partida disputada pela seleção de Ricardo Gareca até o momento.

Já o Chile soma os mesmos quatro pontos de Argentina e Colômbia, tendo buscado o empate contra a seleção de Messi no primeiro jogo e derrotado a frágil Bolívia por 1 a 0 no segundo. Apesar da campanha boa até agora, os chilenos são representados por uma geração envelhecida de jogadores que não conseguiram se classificar para o último Mundial. O placar magro contra os bolivianos, por exemplo, indica um time que não figura entre os favoritos à conquista.

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Paraguai, Equador, Bolívia e Venezuela, os azarões

Por fim, ficam quatro seleções que, juntas, somaram até agora quatro pontos na Copa América. A única delas a vencer foi o Paraguai, que fez 3 a 1 na Bolívia em seu único jogo até aqui. No outro destaque, a Venezuela estreou levando 3 a 0 do Brasil, mas segurou os colombianos no empate por 0 a 0 em seguida. O Equador perdeu seu único jogo até o momento, enquanto a Bolívia acumula duas derrotas em duas partidas.

Vale lembrar que, pelo regulamento, apenas uma seleção é eliminada em cada grupo na primeira fase, um posto que deve ficar com Bolívia no primeiro grupo e Venezuela no segundo. E, a partir da segunda fase, os jogos se tornam mata-matas, onde quem perder está eliminado —um formato que costuma favorecer os times azarões.

Domingo (20) e segunda (21) trazem a terceira rodada do torneio. Pelo grupo B, jogam neste domingo Venezuela x Equador, às 18h no Rio de Janeiro, e Colômbia x Peru, às 21h em Goiânia (o Brasil folga nesta rodada). E pelo grupo A, na segunda, o Uruguai enfrenta o Chile às 18h, em Cuiabá, e a Argentina pega o Paraguai às 21h, em Brasília.

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