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Um mergulho na cultura yanomami

11 fotos

A fotógrafa Cláudia Andujar que perdeu quase toda a família paterna no holocausto dedicou quase 50 anos de sua vida a tentar entender um povo que perdeu muitos parentes em um contato forçado com o homem branco

  • Quando Andujar conheceu os yanomami, este povo indígena pensava ser o único do mundo. Na imagem, Machadão Paxokasi thëri, Raimundinho e Apião Korihana thëri em caça coletiva em 1974. Raimundinho leva penas de mutum para emplumar flechas. Apião, com tabaco na boca e arco e flecha, guardou as penas na braçadeira de ave.
    1Quando Andujar conheceu os yanomami, este povo indígena pensava ser o único do mundo. Na imagem, Machadão Paxokasi thëri, Raimundinho e Apião Korihana thëri em caça coletiva em 1974. Raimundinho leva penas de mutum para emplumar flechas. Apião, com tabaco na boca e arco e flecha, guardou as penas na braçadeira de ave.
  • Os Yanomami podem incendiar malocas quando migram, querem livrar-se de uma praga, ou quando um líder importante morre. Imagem feita em 1976, em Catrimani (Roraima).
    2Os Yanomami podem incendiar malocas quando migram, querem livrar-se de uma praga, ou quando um líder importante morre. Imagem feita em 1976, em Catrimani (Roraima).
  • A jovem Susi Korihana thëri em um igarapé, em Catrimani. Poucas mulheres yanomami falam português. Quando a comunidade decide conhecer lugares fora de suas terras, elas não são autorizadas a viajar, apenas os homens.
    3A jovem Susi Korihana thëri em um igarapé, em Catrimani. Poucas mulheres yanomami falam português. Quando a comunidade decide conhecer lugares fora de suas terras, elas não são autorizadas a viajar, apenas os homens.
  • Índio yanomami na frente de trabalho da construção da rodovia Perimetral Norte, em 1975. A obra fazia parte de uma política integracionista durante a ditadura militar.
    4Índio yanomami na frente de trabalho da construção da rodovia Perimetral Norte, em 1975. A obra fazia parte de uma política integracionista durante a ditadura militar.
  • O jovem Wakatha u thëri, vítima de sarampo, é tratado por xamãs e paramédicos da missão católica do Catrimani, em 1976. As obras da construção da estrada na região durante a ditadura militar levou uma série de doenças aos índios, que até então viviam isolados. Várias comunidades foram dizimadas.
    5O jovem Wakatha u thëri, vítima de sarampo, é tratado por xamãs e paramédicos da missão católica do Catrimani, em 1976. As obras da construção da estrada na região durante a ditadura militar levou uma série de doenças aos índios, que até então viviam isolados. Várias comunidades foram dizimadas.
  • Sobreexposição de imagens do cotidiano dos indígenas e das imagens feitas por Andujar durante uma missão para catalogar o estado de saúde nas aldeias. Sem nomes fixos, os índios eram identificados por número nas imagens.
    6Sobreexposição de imagens do cotidiano dos indígenas e das imagens feitas por Andujar durante uma missão para catalogar o estado de saúde nas aldeias. Sem nomes fixos, os índios eram identificados por número nas imagens.
  • Grupo Opikɨ thëri, na rodovia Perimetral Norte (abandonada), em 1981.
    7Grupo Opikɨ thëri, na rodovia Perimetral Norte (abandonada), em 1981.
  • Antônio Korihana thëri sob o efeito do alucinógeno yãkoana, durante a iniciação dos pajés. É um ritual doloroso, no qual o pajé inala o pó durante vários dias sob a condução dos mais antigos para aprender a ver e conhecer os espíritos xapiri.
    8Antônio Korihana thëri sob o efeito do alucinógeno yãkoana, durante a iniciação dos pajés. É um ritual doloroso, no qual o pajé inala o pó durante vários dias sob a condução dos mais antigos para aprender a ver e conhecer os espíritos xapiri.
  • As festas do povo yanomami obedecem a rituais específicos, que podem durar dias ou semanas. A fotógrafa Claudia Andujar tenta interpretar em imagens a magia desses momentos para os indígenas.
    9As festas do povo yanomami obedecem a rituais específicos, que podem durar dias ou semanas. A fotógrafa Claudia Andujar tenta interpretar em imagens a magia desses momentos para os indígenas.
  • Sergio, Tomé, Adriano Xaxanapi thëri e Marokoi Wapokohipi thëri durante uma dança noturna na comunidade Catrimani, em 1974. Os yanomami enfrentaram uma longa luta para conseguir a demarcação das suas terras pelo governo brasileiro, em 1992.rn
    10Sergio, Tomé, Adriano Xaxanapi thëri e Marokoi Wapokohipi thëri durante uma dança noturna na comunidade Catrimani, em 1974. Os yanomami enfrentaram uma longa luta para conseguir a demarcação das suas terras pelo governo brasileiro, em 1992.
  • Quando um yanomami morre, tudo o que lembra aquela pessoa deve ser destruído, inclusive as fotos. Mesmo assim, um acervo de cerca de 40.000 imagens de Cláudia foi poupado porque se transformaram, para esses indígenas, em instrumento de luta pela defesa da etnia.
    11Quando um yanomami morre, tudo o que lembra aquela pessoa deve ser destruído, inclusive as fotos. Mesmo assim, um acervo de cerca de 40.000 imagens de Cláudia foi poupado porque se transformaram, para esses indígenas, em instrumento de luta pela defesa da etnia.