73% querem Bolsonaro em debates, mas candidato anuncia que não irá

Dado é de pesquisa Datafolha, que mostrou cenário estável, com candidato do PSL com 59% dos votos válidos contra 41% de Fernando Haddad

Candidatos Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT).
Candidatos Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT). REUTERS

Pesquisa Datafolha, divulgada na noite desta quinta-feira (18), mostra que o candidato de extrema direita, Jair Bolsonaro (PSL), segue na liderança na corrida pela presidencial, com 50% das intenções de voto, contra 35% do petista Fernando Haddad. Os brancos e nulos marcam 10%, e outros 5% não souberam responder. O panorama, que mostra Bolsonaro com 59% dos votos válidos contra 41% de Haddad, é estável em relação à primeira pesquisa do instituto, divulgada em 10 de outubro. Na taxa de rejeição, o petista vai pior: 54% dizem que não votariam no herdeiro de Luiz Inácio Lula da Silva de jeito nenhum, contra 41% que rechaçam o capitão reformado do Exército.

O levantamento que mostra o ultradireitista cada vez mais próximo do Palácio do Planalto trouxe um número que pode constrangê-lo, já que mostra que a ampla maioria dos brasileiros é favorável aos debates entre candidatos. Bolsonaro anunciou nesta quinta que não comparecerá a nenhum deles, citando razões médicas - ele se recupera de um atentado a faca sofrido em setembro. Ao todo, 67% responderam que é muito importante a presença dos postulantes em confrontos diretos. Para 73%, é importante que Bolsonaro vá aos debates.

Bolsonaro tem preenchido sua ausência na campanha de rua e em entrevistas com inúmeras declarações no Twitter e ao menos uma aparição diária ao vivo no Facebook. Nesta quinta, ele usou o programete para atacar reportagem da Folha de S. Paulo que disse haver uma rede de empresários que ilegalmente está turbinando a campanha de Bolsonaro no WhastApp, com disparos massivos de mensagens que podem custar até 12 milhões de reais. "Deixo claro aqui: hoje fui submetido a uma bateria de testes. Os médicos me deram 'apto com restrições, não recomendamos que faça esforço prolongado, se fizer poder ter algum problema", disse Bolsonaro, que levantou a camiseta e exibiu a bolsa de colostomia, inserida após as cirurgias feitas por causa do ataque em Juiz de Fora.

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