Burberry, a marca de luxo que toca fogo nos produtos que não vende

Em 2017, a empresa queimou mercadorias avaliadas em em 30 milhões de euros

A fachada de uma loja da Burberry, em Londres.
A fachada de uma loja da Burberry, em Londres.Toby Melville (REUTERS)

A empresa de luxo britânica Burberry destruiu no ano passado todos os produtos que não conseguiu vender. E não o fez de uma maneira qualquer: decidiu queimá-los. Roupas, acessórios e perfumes foram destruídos para proteger a marca, segundo seu relatório anual divulgado nesta sexta-feira. O objetivo da empresa era impedir que seus desenhos e modelos fossem roubados ou vendidos no mercado negro por um preço menor do que o que valem. Segundo os dados da empresa, todos esses itens foram avaliados em 28,6 milhões de libras (32 milhões de euros ou 142 milhões de reais).

Mais informações

Segundo a empresa, a energia que é gerada a partir dessa queima é armazenada, então o processo de queima não polui. Além disso, a Burberry reconheceu que no ano passado o volume de produtos destruídos foi maior que o usual, já que eles tiveram que se livrar de muitos perfumes após assinarem um novo contrato com a marca americana Coty. Por esta razão, a empresa britânica foi forçada a eliminar criações, principalmente fragrâncias, que tinham um valor total de 10 milhões de libras (11,19 milhões de euros).

Burberry enfatiza que, nos últimos anos, a marca tem aumentado seus esforços para se posicionar como um dos principais logotipos do mercado mundial de luxo, tentando recuperar a exclusividade que o caracteriza. E isso implica evitar, sob quaisquer circunstâncias, cópias, imitações e qualquer desvalorização da marca.

"A Burberry é muito cuidadosa ao tentar minimizar a quantidade de estoque excedente que produzimos, nos casos em que é necessário descartar os produtos, fazemos isso de maneira responsável e sempre procuramos formas de reduzir e reavaliar nossos resíduos", afirma um porta-voz da empresa. De acordo com os últimos dados disponíveis, a Burberry registrou este ano um aumento de 5% de lucros, que atingiram 413 milhões de libras (462 milhões de euros).

Mais informações

Arquivado Em

Recomendaciones EL PAÍS
Recomendaciones EL PAÍS
Logo elpais

Você não pode ler mais textos gratuitos este mês.

Assine para continuar lendo

Aproveite o acesso ilimitado com a sua assinatura

ASSINAR

Já sou assinante

Se quiser acompanhar todas as notícias sem limite, assine o EL PAÍS por 30 dias por 1 US$
Assine agora
Siga-nos em: