Atentado terrorista em Barcelona

Oito atentados com atropelamento na Europa em um ano

Espanha, França, Alemanha, Reino Unido e Suécia sofreram ataques terroristas contra pedestres desde julho de 2016

Transeuntes socorridos depois do atentado de Londres em 22 de março passado.
Transeuntes socorridos depois do atentado de Londres em 22 de março passado.TOBY MELVILLE (REUTERS)

Até o atentado em Barcelona desta quinta-feira, Nice, Estocolmo, Berlim, Paris e Londres (em três ocasiões) já haviam sofrido nos últimos 12 meses ataques terroristas em que o motorista de um veículo se lançou sobre pedestres. Desde 14 de julho de 2016, em Nice, até o último dia 9 de agosto, em Paris, estes foram, em ordem cronológica, os atentados ocorridos em território europeu com uso desse método:

Paris: investida contra militares

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Seis militares que participavam da operação antiterrorista Sentinelle ficaram feridos no último 9 de agosto quando um BMW preto foi lançado sobre eles na cidade de Levallois-Perret, a seis quilômetros do centro de Paris. Embora o ato não tenha sido classificado formalmente como “terrorista”, o ministro do Interior, Gérard Collomb, o definiu como “intencional” e sua investigação está sendo realizada pela seção antiterrorismo da Promotoria de Paris. O motorista, Hamou Benlatreche, é e nacionalidade argelina com residência legal na França e sem antecedentes criminais ou judiciais.

Londres: atentado islamofóbico

Em 19 de junho, um homem do país de Gales de 47 anos, Darren Osorne, investiu com seu automóvel contra um grupo de muçulmanos que voltavam da oração da meia-noite do Ramadã perto da mesquita de Finsbury Park, no norte de Londres. Nove pessoas ficaram feridas e o homem morreu no ato, embora a polícia não tenha detalhado se ele morreu por causa do choque ou como resultado de um desmaio que teria sofrido antes do atropelamento. O imã da mesquita evitou que uma multidão enfurecida agredisse o motorista. “Já fiz o que tinha de fazer”, afirmou o atacante depois da agressão.

Londres: atropelamento em massa junto à ponte mais emblemática

Na noite de 3 de junho passado, uma van avançou sobre cerca de vinte pedestres junto à Ponte de Londres. Depois do atropelamento, seus três  ocupantes continuaram circulando até as proximidades do mercado gastronômico de Borough, desceram do veículo e esfaquearam várias pessoas.A polícia os abateu. O atentado deixou oito mortos, dentre eles um espanhol, e mais de 40 feridos.

Estocolmo: caminhão atropela multidão

Quatro pessoas morreram e outras 15 ficaram feridas em Estocolmo no último dia 7 de abril quando um caminhão atropelou uma multidão na rua Drottninggatan, uma área exclusiva para pedestres e uma das principais ruas comerciais da capital sueca. O primeiro-ministro da Suécia, Stefan Löfven, afirmou que tudo levava a crer que se tratou de um “ataque terrorista”.

Londres: ataque junto ao Parlamento britânico

Um terrorista semeou o pânico nas imediações do Parlamento de Reino Unido em 22 de março deste ano, quando usou um jipe para atropelar vários transeuntes na ponte de Westminster. Depois de jogar o veículo sobre uma grade, atacou com uma faca os agentes que vigiavam o acesso à Câmara britânica. Quatro pessoas morreram no ataque, e uma quinta faleceu depois devido a ferimentos sofridos ao cair no Tâmisa. O agressor, identificado como Khalid Masood – cujo nome antes de se converter ao islamismo era Adrian Russell Ajao –, era de nacionalidade britânica e foi abatido pela polícia quando tentava entrar no Parlamento. Também neste caso, o EI assumiu a autoria do atentado.

Berlim: um homem mata 12 pessoas com um caminhão em Berlim

Um caminhão irrompeu num mercado natalino em 19 de dezembro do ano passado e deixou 12 mortos e 48 feridos, num ataque cuja autoria foi assumida pelo Estado Islâmico. O agressor, o tunisiano Anis Amri, foi abatido quatro dias depois pela polícia italiana em Milão. Já tinha estado preso durante quatro anos na Itália e tinha uma ordem de expulsão para a Tunísia. O caminhão usado para o atentado havia sido roubado de um caminhoneiro polonês, que foi assassinado por Amri e se tornou a décima-segunda vítima do ataque, e só não causou mais vítimas graças a um sistema de freio automático. Fazia tempo que os serviços de inteligência alemães temiam que as feiras natalinas fossem alvo dos jihadistas.

Nice: 85 pessoas morrem atropeladas por um caminhão

No ano passado, 85 pessoas morreram atropeladas por um caminhão no passeio marítimo de Nice durante as festividades de 14 de julho, data da festa nacional francesa. O agressor, Mohamed Lahouaiej Bouhlel, que foi abatido pela polícia, era um cidadão tunisiano com residência na França que havia alugado dias antes o caminhão com o qual atropelou a grande velocidade e ao longo de quase dois quilômetros grupos de pessoas que estavam na rua para ver o espetáculo pirotécnico, deixando um rastro de morte e pânico. O autodenominado Estado Islâmico (EI) assumiu a autoria do atentado. O ministro francês do Interior, Bernard Cazeneuve, declarou então que Lahouaiej Bouhle parecia ter se radicalizado “muito rapidamente”, segundo a informação proporcionada por pessoas “do seu entorno”.

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