Oito razões científicas para a vida melhor dos solteiros

De tempos em tempos aparece nas manchetes de jornal: “Quer viver mais? Case-se”. Só que pode não ser tão boa ideia: não só os solteiros têm mais benefícios psicológicos como “os estudos que medem variáveis de saúde e psicologia entre as pessoas casadas e solteiras para concluir que casar fará a pessoa mais feliz e viver mais há anos nos enganam”, alerta Bella de Paulo, psicóloga social, doutora pela Universidade de Harvard, estudiosa da solteirice, como chama a atitude de “preferência aos casados frente aos solteiros na sociedade” e autora de Singled Out (jogo de palavras que pode ser traduzido como solteiros marcados). “Sempre pegam como referência pessoas que estão casadas no momento do estudo.” Isso, explica, faz que boa parte dos infelizes no casamento —todos aqueles que se divorciam, por exemplo— saia automaticamente dos estudos, como se nunca houvessem se casado. “Isso é chamado de anulação estatística”, sentencia. Não sabemos, pois, se problemas de saúde levaram a um divórcio, se os maus hábitos de um casal provocaram a morte de um dos membros e fizeram o outro ser contado como viúvo, mas não casado, ou se os problemas derivados de uma experiência traumática poderiam alterar a estatística. O que temos, sim, são algumas certezas científicas que evidenciam a boa saúde das pessoas solteiras.
De tempos em tempos aparece nas manchetes de jornal: “Quer viver mais? Case-se”. Só que pode não ser tão boa ideia: não só os solteiros têm mais benefícios psicológicos como “os estudos que medem variáveis de saúde e psicologia entre as pessoas casadas e solteiras para concluir que casar fará a pessoa mais feliz e viver mais há anos nos enganam”, alerta Bella de Paulo, psicóloga social, doutora pela Universidade de Harvard, estudiosa da solteirice, como chama a atitude de “preferência aos casados frente aos solteiros na sociedade” e autora de Singled Out (jogo de palavras que pode ser traduzido como solteiros marcados). “Sempre pegam como referência pessoas que estão casadas no momento do estudo.” Isso, explica, faz que boa parte dos infelizes no casamento —todos aqueles que se divorciam, por exemplo— saia automaticamente dos estudos, como se nunca houvessem se casado. “Isso é chamado de anulação estatística”, sentencia. Não sabemos, pois, se problemas de saúde levaram a um divórcio, se os maus hábitos de um casal provocaram a morte de um dos membros e fizeram o outro ser contado como viúvo, mas não casado, ou se os problemas derivados de uma experiência traumática poderiam alterar a estatística. O que temos, sim, são algumas certezas científicas que evidenciam a boa saúde das pessoas solteiras.