O que ler na América?

Quase dois anos depois de sua vitória, muitos argentinos ainda não encontram explicação de como Mauricio Macri pôde chegar ao poder, o presidente mais improvável, o filho de um dos empresários mais ricos e polêmicos do país. Na terra hiperpolitizada do peronismo, um homem sem militância que se tornou famoso por dirigir o Boca Juniors derrotou todos os políticos profissionais. Essa incógnita explica o sucesso do livro de Laura Di Marco (Buenos Aires, 1968), uma conhecida jornalista argentina, que conseguiu ser um best-seller desde o primeiro dia. O texto, com quatro entrevistas com o presidente e 60 com seu entorno, revela um personagem cheio de dúvidas, que fala com naturalidade de suas sessões de terapia com seu psicanalista. Um dirigente que é um experimento de marketing político, mas, ao mesmo tempo, um homem do establishment que domina a Argentina e que, no entanto, o renega. Di Marco revela as duas faces do presidente: o homem influenciado pelo budismo que fala de sua missão na presidência, de fazer o bem para seu país, e a de seu entorno mais obscuro, o de seus amigos empresários menos recomendáveis, vinculados ao jogo. Um livro de fácil leitura e muito útil para entender um personagem a quem ninguém dava nada até que chegou ao cume do poder. / CARLOS E. CUÉ
Quase dois anos depois de sua vitória, muitos argentinos ainda não encontram explicação de como Mauricio Macri pôde chegar ao poder, o presidente mais improvável, o filho de um dos empresários mais ricos e polêmicos do país. Na terra hiperpolitizada do peronismo, um homem sem militância que se tornou famoso por dirigir o Boca Juniors derrotou todos os políticos profissionais. Essa incógnita explica o sucesso do livro de Laura Di Marco (Buenos Aires, 1968), uma conhecida jornalista argentina, que conseguiu ser um best-seller desde o primeiro dia. O texto, com quatro entrevistas com o presidente e 60 com seu entorno, revela um personagem cheio de dúvidas, que fala com naturalidade de suas sessões de terapia com seu psicanalista. Um dirigente que é um experimento de marketing político, mas, ao mesmo tempo, um homem do establishment que domina a Argentina e que, no entanto, o renega. Di Marco revela as duas faces do presidente: o homem influenciado pelo budismo que fala de sua missão na presidência, de fazer o bem para seu país, e a de seu entorno mais obscuro, o de seus amigos empresários menos recomendáveis, vinculados ao jogo. Um livro de fácil leitura e muito útil para entender um personagem a quem ninguém dava nada até que chegou ao cume do poder. / CARLOS E. CUÉSudamericana