Os Warriors podem boicotar visita a Donald Trump

Equipe cogita não comparecer à Casa Branca em janeiro depois de faturar o título da NBA

Curry, depois de ganhar o campeonato.
Curry, depois de ganhar o campeonato.EZRA SHAW (AFP)

Os vigentes campeões da NBA costumam ir à Casa Branca no mês de janeiro para oferecer ao presidente o troféu de ganhadores. É um costume antigo que se manteve com Obama, Bush, Clinton... Mas os Golden State Warriors, que venceram a temporada 16-17 na madrugada da terça-feira, não visitarão a Donald Trump, segundo informaram vários jornalistas norte-americanos. O elenco tomou a decisão de maneira unânime, depois de ganhar o último jogo — o quinto da série das finais — ante o Cleveland Cavaliers, mas ainda não foi anunciada oficialmente.

É conhecida a aversão que o novo presidente produz em grande parte dos jogadores da NBA. Um dos líderes dos Warriors, Stephen Curry, não se furtou de criticar Trump, inclusive chegou a lhe chamar ass (estúpido). O próprio treinador da equipe, Steve Kerr, qualificou de antiamericanas as políticas do novo mandatário em matéria de imigração; e, além dos campeões, outra das bandeiras da Liga, LeBron James, fez campanha a favor de Hillary Clinton nas últimas eleições.

A decisão, ainda não confirmada oficialmente, não surpreenderia a ninguém. Alguns jogadores dos Warriors, como Shaun Livinston, já disseram meses atrás que, se ganhassem o anel, não iriam visitar o presidente, que, por outra parte, não é dos mais fanáticos por basquete. O mau ambiente contrasta com a boa relação que as estrelas da NBA tinham com Barack Obama. Nas visitas anuais era comum a cena de jogadores e Obama brincando. Inclusive, em algum verão pôde ser visto Stephen Curry jogando golfe com o primeiro presidente negro dos EUA.

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