NBA rompe barreiras com jogos no México e em Londres

A liga se globaliza com a disputa de partidas oficiais fora dos Estados Unidos

Nowitzki, na Cidade de México.
Nowitzki, na Cidade de México.José Méndez (EFE)

O México respirou os ares da NBA na semana passada, e a arena O2, em Londres, vestiu traje de gala na quinta-feira para servir de anfitriã à melhor liga de basquete do mundo. Pau Gasol e os Spurs jogaram no sábado contra o Phoenix Suns na Arena México, na capital mexicana. No mesmo estádio, 19.874 espectadores assistiram, na quinta-feira, a outra partida oficial entre o Phoenix e Dallas, com vitória dos Mavericks por 113 x 108. No mesmo dia, em Londres, 18.689 pessoas acompanharam o jogo entre Denver e Indiana (140 x 112). A mensagem é clara, a NBA é uma liga que pretende ser a mais global possível e não poupará esforços nesse sentido.

A NBA tem impulsionado os Global Games há vários anos com a realização de jogos oficiais em diferentes países, acompanhados por numerosos eventos promocionais. A liga tem cada vez mais jogadores nascidos fora dos Estados Unidos. Nesta temporada, são 113, 25% do total, e 10 deles são espanhóis, número recorde. O interesse pela NBA fora dos EUA se traduz em declarações de intenções, como a do prefeito da Cidade do México, Miguel Ángel Mancera, que manifestou na semana passada seu interesse de que a capital seja sede no futuro de uma franquia da liga.

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O comissário da NBA, Adam Silver, reiterou na quinta-feira, em Londres, seu desejo de aumentar o número de partidas da temporada regular na Europa, embora considere necessário melhorar os ginásios para seguir com o plano. “Esperamos aumentar o número de partidas internacionais que disputamos. Não temos planos específicos atualmente; tudo depende dos ginásios e interesse dos mercados”, disse o comissário.

“Esta campanha alcançou um marco do ponto de vista internacional, com 25% dos jogadores da NBA nascidos fora dos Estados Unidos, e cerca da metade deles é europeia. A Europa continua sendo um lugar importante para o basquetebol. Esta é a sétima vez que jogamos na O2; é um recinto maravilhoso e muito moderno. Acredito que os jogadores se sintam em casa aqui”, disse Adams.

O colossal O2 Arena, que novamente pendurou o cartaz “ingressos esgotados”, reuniu nas primeiras fileiras dezenas de celebridades que foram assistir à partida, entre elas, músicos como Ellie Goulding, James Bay e Little Mix, jogadores de futebol como Pogba, Alexis, Pedro, Willian, Lukaku e Lucas Pérez, ex-jogadores como Henry e Ballack, treinadores como Pochettino e Bilic, designers como Ozwald Boateng e modelos como Xenia e Jourdan Dunn.

O presidente da Federação Espanhola de Basquetebol (FEB), Jorge Garbajosa, também esteve em Londres. “Estamos orgulhosos de ter 10 jogadores espanhóis na NBA, porque a vitrine da melhor liga do mundo significa uma extraordinária promoção para nosso basquete e porque demonstra que são valorizados, evidentemente, por seu talento, mas também pelos valores que transmitem competindo”, comentou Garbajosa.

“A NBA é uma referência em muitas questões. Estamos satisfeitos que atualmente também seja um parceiro em projetos de divulgação do basquete, com a Liga Jr. NBA-FEB, que nesta temporada vamos ampliar para mais cidades e escolas.” O presidente da FEB demonstrou seu apoio a Juancho Hernangómez, jogador espanhol do Denver Nuggets. “Este encontro é algo muito bonito para a Europa; para que todo o continente possa ver um jogo da NBA ao vivo, uma experiência que ninguém pode perder, algo que precisa ser feito pelo menos uma vez na vida”, disse Hernangómez.

A NBA é acompanhada em 215 países por meio de acordos com redes de TV em 49 idiomas, e com mais de 125.000 lojas em 100 países dos seis continentes. Além das partidas da competição, a NBA também realiza jogos de pré-temporada em diversos países, sendo que os últimos aconteceram em outubro, disputados pelo Oklahoma City contra o Real Madrid e o Barcelona.

Torcedores na Cidade do México.
Torcedores na Cidade do México.Rebecca Blackwell (AP)

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