Mario Vargas Llosa, em sua casa em Madri.

Mario Vargas Llosa: “Em nome da autodefesa se destrói a democracia”

Nobel peruano volta ao grande romance com Tempos Difíceis , que narra a conspiração dos EUA contra o Governo legítimo da Guatemala em 1954

Um sátrapa

Robert Mugabe dominou o Zimbábue durante 37 anos. Submeteu seu povo a matanças e fomes, embora tenha sido declarado “herói nacional” pelo mesmo Governo que o expulsou do poder

Literatura
Mario Vargas Llosa, na última terça-feira na ilha da Palma.

Vargas Llosa: “O Brexit é um produto da incultura”

Vencedor do Nobel de literatura defende que livros geram cidadãos com um espírito crítico, e a democracia não pode sobreviver sem um espírito crítico”

Herdeiros de Nietcháiev

Os Demônios , obra-prima de Dostoievski, é muito mais que uma diatribe contra a violência política se trata de uma exploração profunda da intimidade humana, de todas as violências que sofremos e cometemos

Friedrich August von Hayek, Karl Popper, José Ortega y Gasset e Isaiah Berlin, vistos por Sciammarella.

A viagem de Vargas Llosa do marxismo ao liberalismo

Nobel peruano explica em seu novo livro, ‘La Llamada de la Tribu,’ sua jornada política graças à leitura de sete mestres, dentre eles Karl Popper, Friedrich von Hayek, Isaiah Berlin e Ortega

Prêmio Nobel de Literatura
Kazuo Ishiguro fala durante coletiva de imprensa em Londres nesta quinta-feira

Uma crítica de grande delicadeza

Mario Vargas Llosa, Nobel de Literatura em 2010, comenta a premiação a Kazuo Ishiguro neste ano

Coluna

A hora zero

A independência catalã seria trágica para a Espanha e para a Catalunha, que teria caído nas mãos de demagogos que a levariam à ruína

Gabriel García Márquez
Mario Vargas Llosa e Gabriel García Márquez, vistos por Fernando Vicente.

Vargas Llosa sobre García Márquez: “Não era um intelectual, funcionava mais como artista”

Em conversa com o ensaísta Carlos Granés, Nobel peruano analisa as luzes e sombras de um escritor que conhece como poucos

Vargas LLosa em curso de verão em Madri.

Vargas Llosa rompe o silêncio sobre García Márquez

Nobel peruano conversa na Universidade Complutense sobre anos felizes com seu amigo Ambos cortaram a relação em 1976 depois de uma briga

Pedra de toque

Os anos de chumbo

Grupos extremistas tinham decidido acertar contas com a depreciável ordem burguesa assassinando seus expoentes mais visíveis em uma onda de terrorismo que atingiu a Itália

Pedra de toque
Juan Goytisolo em 1976.

Esse obstinado Don Juan

Juan Goytisolo e eu acreditávamos que a literatura podia empurrar a história rumo ao socialismo sem render-se ao stalinismo

Pedra de toque
O ex-presidente peruano Alejandro Toledo

As delações premiadas

Delações da Odebrecht abrem oportunidade a países latino-americanos de advertirem presidentes corruptos

PEDRA DE TOQUE

As séries

Somente em uma série televisiva se concebe que tenha ganhado as eleições presidenciais um senhor como Donald Trump

Feira do Livro de Guadalajara
Da esquerda p/ a direita, Juan Luis Cebrián, Mario Vargas Llosa e Antonio Caño.

Vargas Llosa: “EL PAÍS representou uma revolução de modernidade na Espanha”

O ganhador do Nobel, Juan Luis Cebrián e Antonio Caño dialogam na Feira do Livro de Guadalajara sobre os 40 anos do EL PAÍS e os desafios do futuro

A morte de Fidel Castro
Mario Vargas Llosa

Vargas Llosa: “A história não absolverá Fidel Castro”

Grandes escritores latino-americanos analisam a morte do líder cubano para o EL PAÍS

Roberto Bolaño escreveu este romance quando sabia que estava condenado à morte e foi publicado um ano depois do seu falecimento. Salvo talvez seu título enigmático –o número de um ano tão distante–, nada revela aquela luta; tudo neste relato é a expressão jubilosa de uma imaginação em estado de graça: múltipla, rápida, nítida, joga com ecos da literatura mundial e outros da própria vida. É um pináculo das letras pós-modernas –embora o termo cheire a obviedade–, mas a verdade é que Bolaño é também um pós do chamado boomlatino-americano. Sua americanidade é talvez menos intensa, mas mais extensa, mais universal: boa parte de sua obra é um diálogo irônico com seus grandes predecessores. Os romances procuram pôr uma ordem, mas a Ordem é, no fundo, um reconhecimento e até mesmo uma homenagem à superioridade estética e epistemológica da Desordem e do Caos. '2666' se divide em cinco partes que se complementam e convergem. Uma nota manuscrita (reproduzida na edição mais recente) enumera o que chama de “linhas, pontos de fuga, folhetins” que o estruturam. Como 'Os Detetives Selvagens', '2666' começa como uma questão coletiva na qual viver e ler se entrelaçam; quatro jovens e desorientados filólogos querem saber mais sobre um misterioso escritor alemão, Benno von Archimboldi, do qual ninguém sabe nada. Mas em seus erráticos passos pelo campus global, acabam chegando (como no final de 'Os Detetives...') ao Estado mexicano de Sonora: a uma cidade que, sob o nome de Santa Teresa, esconde Ciudad Juárez. Nas duas partes seguintes viajam ao mesmo local um exilado chileno, Óscar Amalfitano, professor de filosofia à beira da loucura, e um jornalista afro-americano, Oscar Fate, cuja história é a imitação perfeita de um clássico romance noir. O folhetim final do livro conta a vida daquele que todos procuram, o escritor Archimboldi, que é um animado conto da Segunda Guerra Mundial na Europa. Que também desemboca em Santa Teresa, porque seu sobrinho é talvez um dos assassinos. E no meio, “A parte dos crimes”, narração concisa e aterradora dos feminicídios que desde 1993 tornaram tristemente célebre o nome de Ciudad Juárez. Esse vulcão de horrores é o centro de convergência das linhas, fugas e folhetins. E estas 400 páginas (das quais nenhum leitor sai ileso) dão sentido às outras 800. Um personagem de '2666' diz que prefere as obras breves às imensas (cita Billy Budd diante de Moby Dick, falando de Melville); Bolaño o escreveu porque, em seu caso, pensava o contrário. Não há dúvida de que é o mais admirável relato do último quarto de século. Talvez também seja o do imediatamente anterior e é muito possível que seja o do próximo/ JOSÉ-CARLOS MAINER

Os melhores livros em espanhol dos últimos 25 anos (mas você pode lê-los em português também)

50 críticos e escritores elegem os marcos da literatura latino americana e espanhola do último quarto de século

PEDRA DE TOQUE

Popper em Moyo Island

‘A Sociedade Aberta e Seus Inimigos’ mostra um liberalismo impregnado de humanidade e espírito justiceiro, distante daqueles que veem o mercado como panaceia

Especial - Os estragos da ocupação israelense - Parte 3
Mario Vargas Llosa, durante sua viagem à Cisjordânia.

A lenta morte de Silwan

Neste artigo, Vargas Llosa descreve como os assentamentos avançam em um bairro de Jerusalém Oriental

Especial - Os estragos da Ocupação Israelense - Parte 2
Menina palestina na Cisjordânia.

As crianças terríveis

Mario Vargas Llosa reflete sobre a ocupação israelense. Neste segundo texto, descreve o funcionamento de sistema criado para “prevenir o terror semeando o pânico”

Especial - Os estragos da Ocupação Israelense - Parte 1
Vargas Llosa na aldeia de Susiya, na Cisjordânia.

As aldeias condenadas

Numa série de reportagens, o Nobel de Literatura Mario Vargas Llosa reflete sobre a ocupação israelense. No primeiro texto, centra seu olhar em povoados do sul da Cisjordânia

Desde a esquerda: Nelito Fernandes, Leonardo Lanna, Martha Mendonça e Marcelo Zorzanelli

No ‘Sensacionalista’ a ficção é bem melhor que a realidade

Site de humor com notícias fictícias tem 11 milhões de visitas mensais e virou fonte de primeira informação para muita gente

Literatura Latino-americana
A partir da esquerda, García Hortelano, Carlos Barral, García Márquez e Vargas Llosa; à direita, José María Castellet, em 1970, em Barcelona.

Quando o franquismo censurou o ‘boom’ latino-americano

Documentos oficiais revelam que a ditadura atrasou a entrada de algumas obras centrais do fenômeno literário

Eleições no Peru 2016
Seguidores do candidato Pedro Pablo Kuczynski.

Vargas Llosa apoia Kuczynski no Peru, mas diz que sua eleição não será fácil

Keiko Fujimori vai com força para o segundo turno. Resultados confirmam que esquerdista Verónika Mendoza ficou fora por pouco

PEDRA DE TOQUE

Uma pausa no caminho

“Escrever é uma maneira de viver”, disse Flaubert, com muitíssima razão. Não se escreve para viver, embora se ganhe a vida escrevendo.

Literatura
Mario Vargas Llosa durante a apresentação de 'Cinco Esquinas'.

Vargas Llosa contra o jornalismo sensacionalista em nova obra

Nobel peruano apresentou seu novo romance ‘Cinco Esquinas’, com o qual abriu uma série de atos e homenagens à sua carreira

Vale do Silício
Sede central da Oracle no Vale do Silício, na Califórnia.

Quem são e o que querem os que negam a Internet?

Ante um punhado de empresas californianas que estão mudando o mundo, vozes alertam sobre o lado obscuro da revolução digital

Mario Vargas llosa fala de seu momento literário e pessoal.

Mario Vargas Llosa: “Chego aos 80 em um estado maravilhoso”

Nobel de Literatura terminou seu mais recente romance, “Cinco Esquinas”, e declara estar entusiasmado com o momento que vive