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Furacão Matthew deixa 17 mortos enquanto avança para a Flórida

Ciclone provocou a maior crise humanitária no Haiti desde o terremoto de 2010

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Inundações após a passagem do furacão Matthew no Haiti. EFE

O furacão Matthew, o mais forte a atingir o Caribe em quase uma década, se aproximava na manhã da quarta-feira das Bahamas, a caminho da Flórida onde está previsto que vai chegar na quinta-feira. Na sua passagem, já causou a maior crise humanitária no Haiti desde o terremoto de 2010 e matou pelo menos 17 pessoas.

Com ventos de até 230 quilômetros por hora e fortes chuvas torrenciais, o furacão atravessou na terça-feira a República Dominicana, Haiti e Cuba provocando inúmeros danos materiais e inundações, além da evacuação de centenas de milhares de pessoas. Matthew, que foi rebaixado de nível 4 para nível 3 pelo Centro Nacional de Furacões dos EUA (NHC, na sigla em inglês), destruiu casas e cidades, além de causar graves problemas na infraestrutura situada nas zonas costeiras por causa das inundações pela subida do nível do mar. Espera-se que, à medida que se aproxime dos EUA, o Matthew volte a ganhar força.

O presidente Barack Obama pediu na quarta-feira aos cidadãos da Flórida que tomem as medidas preventivas necessárias e se preparem para a chegada iminente do Matthew, que classificou como “forte tempestade”. Obama pediu aos cidadãos dos Estados da Flórida, Geórgia, Carolina do Sul e Carolina do Norte que prestem atenção às instruções das autoridades locais para ficarem a par da situação.

Alerta na Flórida e Carolina do Sul

Rick Scott, governador da Flórida, disse que o golpe do Matthew no Estado poderia ser “catastrófico”. “Todo mundo no nosso Estado deve se preparar para um golpe direto”, disse Scott em uma conferência de imprensa na quarta-feira. O sul da Flórida é especialmente vulnerável à elevação do nível do mar e pode sofrer inundações como já aconteceu em tempestades anteriores na cidade de Miami.

Na Carolina do Sul, a governadora Nikki Haley anunciou na terça-feira o estado de emergência e ordenou a evacuação de mais de um milhão de pessoas, que começou esta quarta-feira à tarde. Embora o epicentro da tempestade permanecerá sobre o Atlântico, sua força poderia causar inundações, ventos e chuvas torrenciais no interior deste e de outros estados em alerta, de acordo com o NHC.

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