Impeachment de Dilma Rousseff

Parecer de relator abre precedente para novas denúncias contra Dilma

Assim contamos em tempo real a leitura do parecer pró-impeachment de Antonio Anastasia (PSDB-MG)

Os senadores Antônio Anastasia e Raimundo Lira, nesta quarta.
Os senadores Antônio Anastasia e Raimundo Lira, nesta quarta.prisa

O senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), relator da comissão especial do impeachment de Dilma Rousseff, aprovado pela Câmara dos Deputados, apresentou nesta quarta-feira o relatório que pede o afastamento da presidenta. "O voto é pela admissibilidade da denúncia, com a consequente instauração do processo de impeachment”, disse o texto apresentado por Anastasia. Depois de cerca de 3 horas de leitura do parecer, em que rebateu pontos levantados pela defesa da presidenta e tratou de seis decretos de abertura de crédito e das supostas pedaladas fiscais contra o Banco do Brasil, encerrou concluindo que o processo não deveria ser chamado de golpe.

Mais informações

Apesar de se ater a questão dos créditos e das pedaladas, o senador deixou em aberto a inclusão de novas denúncias ao processo daqui para frente. A medida, também adotada pelo relator do impeachment na Câmara dos Deputados, Jovair Arantes (PTB-GO), é vista como uma forma de evitar a judicialização do processo, já que não há provas de que a presidenta tenha participado, por exemplo, do esquema do Petrolão – o que poderia eventualmente redundar em motivos para seu impeachement. “A compreensão do fato e de suas circunstâncias é fundamental para a classificação jurídica dos crimes, que, entretanto, pode ser alterada durante a instrução do processo”, argumenta Anastasia no parecer.

Após a leitura do texto não houve discussão sobre o parecer favorável. Isso só acontecerá amanhã (5), às 10h, após as considerações do advogado geral da União, José Eduardo Cardozo. Já a votação sobre o parecer está marcado para sexta-feira (6). Se aprovado, o texto seguirá para o plenário da Casa. A partir daí, a expectativa, como confirmou o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), é que a votação sobre a admissibilidade do impeachment de Dilma – e o consequente afastamento da presidenta por até 180 dias – ocorra na quarta-feira (11).

Assim contamos em tempo real a leitura do parecer pró-impeachment:

Debido a las excepcionales circunstancias, EL PAÍS está ofreciendo gratuitamente todos sus contenidos digitales. La información relativa al coronavirus seguirá en abierto mientras persista la gravedad de la crisis.

Decenas de periodistas trabajan sin descanso para llevarte la cobertura más rigurosa y cumplir con su misión de servicio público. Si quieres apoyar nuestro periodismo puedes hacerlo aquí por 1 euro el primer mes (a partir de junio 10 euros). Suscríbete a los hechos.

Suscríbete