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Chanel entra na febre de Cuba: vai desfilar pela primeira vez em Havana

A 'maison' francesa desfilará em Havana em maio que vem e não é a única interessada

Modelo Kendall Jenner no último desfile da ‘maison’ francesa
Modelo Kendall Jenner no último desfile da ‘maison’ francesaGetty

Miami, Veneza, Cingapura, Dubai, Seul e... Cuba. Desde o ano 2000, as coleções Cruzeiro da Chanel viajaram pelo mundo todo e, por fim, Karl Lagerfeld revelou seu próximo destino. Como já tinham adiantado vários meios de comunicação internacionais, a casa de moda francesa realizará seu primeiro desfile na América Latina, e Cuba é a localização escolhida.

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Em 3 de maio do próximo ano, Havana vai se transformar excepcionalmente em uma passarela não só para os desenhos da proposta Cruzeiro 2016-2017, mas também para o séquito de famosos que comparecem a cada um dos shows da maison. Além de tornar Cuba o cenário de suas propostas, Lagerfeld, que não dá ponto sem nó, vai inspirar sua coleção nas referências estéticas e cores do país caribenho. "A riqueza cultural e a abertura de Cuba ao mundo fazem do país uma fonte de inspiração para Karl Lagerfeld e para a Chanel”, informou a marca em comunicado.

A passagem da Chanel pela capital cubana é uma clara declaração de intenções que se soma às iniciativas que outras marcas, como a Louis Vuitton (realizou o patrocínio artístico de uma mostra realizada em maio deste ano), estão tendo para tirar proveito da abertura comercial que se iniciou no país. Lembremos que há algumas semanas Proenza Schouler e Stella McCartney, com maior ou menor sucesso e acerto, também apresentaram coleções inspiradas em Cuba.

A decisão da casa francesa e do kaiser parece ser parte da febre por Cuba que está começando a despontar. As fotos de Rihanna posando em várias localizações de Havana Velha para a Vanity Fair que foram divulgadas há alguns dias, o editorial da Porter Magazine –a revista da gigante de luxo online Net-a-porter– ambientado no país caribenho e as recentes visitas de famosos como Mick Jagger e Katy Perry dão pistas de como pode evoluir o futuro da ilha após o restabelecimento das relações com os Estados Unidos, em julho do ano passado.

Como bem afirma o Modaes.es, a moda espanhola não é desconhecida na ilha, apesar do hermetismo do país. Em 2014, as empresas espanholas de moda exportaram à ilha produtos avaliados em 26,4 milhões de euros (114,2 milhões de reais), e companhias espanholas como a Mango já têm presença física no país. Quanto tempo levará para a Chanel abrir sua boutique no coração de Havana?

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