Jogos olímpicos Rio 2016

Rio 2016 vende 240.000 ingressos para a Olimpíada em poucas horas

Volume da demanda provoca problemas para comprar as entradas no site oficial

Um trabalhador passa pelo Parque Olímpico do Rio de Janeiro.
Um trabalhador passa pelo Parque Olímpico do Rio de Janeiro.Mario Tama / Getty

O Comitê Rio-2016 vendeu nesta terça-feira 240.000 entradas para os Jogos em apenas oito horas. Era a primeira etapa de venda direta, sem concurso, e cerca da metade dos tíquetes valiam menos de 50 reais (11,4 euros). A demanda foi tão grande que na primeira hora já haviam sido vendidas 120.000 entradas e alguns torcedores ficaram horas esperando em uma fila virtual sem poder concluir a compra. Uma falha de alguns minutos no sistema captcha, a ferramenta que diferencia humanos de robôs no site, também revolucionou as redes sociais e deixou compradores enfurecidos.

Para combater a venda ilegal o Comitê abriu em 1° de outubro uma plataforma para que os compradores devolvam as entradas que não queiram e recuperem seu dinheiro. Graças a ela a organização voltou a oferecer ontem 4.000 tíquetes para eventos que foram esgotados durante as duas primeiras etapas de venda feitas por sorteio. Entre elas havia ingressos para a cerimônia de abertura dos Jogos e para o final de basquete, que acabaram em alguns minutos. As competições de futebol, basquete e vôlei foram as mais buscadas, segundo o Comitê, seguidas por handebol e atletismo. Os internautas do Rio de Janeiro, claro, bateram o recorde de compras.

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Apesar da pressa dos torcedores para não ficar sem acesso às competições, a organização colocou nesta etapa dois milhões de entradas à venda para 518 eventos esportivos. Ainda há assentos para cerca de 400 eventos, que poderão ser comprados até agosto do ano que vem.

Antes desta última maratona de vendas, o Comitê já havia comercializado 40% das entradas, cerca de dois milhões de um total de 4,5 milhões. A organização garantiu com essas vendas o 60% de seus rendimentos previstos, um respiro para os patrocinadores em um momento de crise em que estão sendo cortadas cerca de 10% das despesas dos Jogos.

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