Rejeição a Dilma sobe e dois terços dos brasileiros apoiam impeachment

Presidenta se torna a mais impopular da história com 71% de reprovação, diz Datafolha 66% dos entrevistados acreditam que o Congresso deveria abrir processo pela sua saída

Dilma, em evento do Governo em 28 de julho.
Dilma, em evento do Governo em 28 de julho. Lula Marques (Agência PT)

Mais um dia tenso no Palácio do Planalto. Em meio às articulações do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB), e de parte da oposição pela abertura de um processo de impeachment contra Dilma Rousseff no Congresso, pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira pelo jornal Folha de S.Paulo aponta para uma piora no índice de aprovação do Governo. Segundo o levantamento, a gestão da presidenta é considerada ruim ou péssima por 71% dos entrevistados, índice que supera a reprovação ao ex-presidente Fernando Collor antes de sua queda, em 1992.

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A reprovação ao Governo Dilma subiu de 65%, em junho, para 71%, em agosto - a pior taxa desde sua posse, em 2011. Hoje, 20% consideram a gestão regular e apenas 8% a avaliaram como boa ou ótima - 1% não soube responder. Assim, Rousseff é a presidente mais reprovada pelos brasileiros na série histórica do instituto, realizada desde 1990.

No pior momento de cada presidente, Collor foi reprovado por 68% dos brasileiros, enquanto a reprovação a Fernando Henrique Cardoso foi de 56% (1999); a de Luiz Inácio Lula da Silva 29% (2005); e a de Itamar Franco foi de 41% (1993).

A pesquisa ouviu 3.363 pessoas em 201 municípios entre os dias 4 e 5 de agosto. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.

Impeachment

O Datafolha também questionou os entrevistados sobre a possibilidade de um processo de impeachment contra Dilma - e os dados também não são favoráveis para a presidenta. A maioria aprova a abertura do processo no Congresso (66%), enquanto 28% é contra e 5% disse não saber responder. Por outro lado, a maioria também não acredita em seu afastamento: 53% dos entrevistados disseram não acreditar que Dilma deixe a presidência, contra 38% que respondeu afirmativamente - 9% não souberam responder.

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