Seleccione Edição
Login

A tragédia de Iguala em fotos

Protestos, revolta e esperança acompanharam o longo sumiço dos 43 estudantes

  • Em 26 de setembro, em Iguala (Estado de Guerrero), policiais municipais atiram contra cerca de 50 estudantes da Escola Normal Rural 'Isidro Burgos'. Os jovens tentavam entrar em veículos da central de ônibus da cidade para participar da manifestação em memória pela matança de estudantes de Tlatelolco. O ataque termina com seis mortos (três estudantes de magistério), 17 feridos e 58 alunos desaparecidos.
    1Em 26 de setembro, em Iguala (Estado de Guerrero), policiais municipais atiram contra cerca de 50 estudantes da Escola Normal Rural 'Isidro Burgos'. Os jovens tentavam entrar em veículos da central de ônibus da cidade para participar da manifestação em memória pela matança de estudantes de Tlatelolco. O ataque termina com seis mortos (três estudantes de magistério), 17 feridos e 58 alunos desaparecidos.
  • Em 30 de setembro, 14 estudantes supostamente desaparecidos são localizados. Os outros 43 estudantes de magistério somem do mapa depois do conflito em 26 de setembro.
    2Em 30 de setembro, 14 estudantes supostamente desaparecidos são localizados. Os outros 43 estudantes de magistério somem do mapa depois do conflito em 26 de setembro. AP
  • Um aluno passa em frente a um mural de Che Guevara na escola de Ayotzinapa, onde os jovens desaparecidos estudavam para trabalhar como professores em zonas rurais. O centro defende a luta dos trabalhadores e camponeses e os estudantes, provenientes de famílias de baixa renda, recebem formação de linha marxista.
    3Um aluno passa em frente a um mural de Che Guevara na escola de Ayotzinapa, onde os jovens desaparecidos estudavam para trabalhar como professores em zonas rurais. O centro defende a luta dos trabalhadores e camponeses e os estudantes, provenientes de famílias de baixa renda, recebem formação de linha marxista.
  • O prefeito de Iguala, José Luis Abarca (PRD, partido de esquerda do México), é acusado como possível responsável pelo desaparecimento dos estudantes. Desde o final de setembro seu paradeiro era desconhecido, assim como o de sua esposa, María de los Ángeles Pineda, vinculada ao cartel dos Guerreros Unidos.
    4O prefeito de Iguala, José Luis Abarca (PRD, partido de esquerda do México), é acusado como possível responsável pelo desaparecimento dos estudantes. Desde o final de setembro seu paradeiro era desconhecido, assim como o de sua esposa, María de los Ángeles Pineda, vinculada ao cartel dos Guerreros Unidos. AP
  • Dois pistoleiros confessam ter matado pelo menos 17 dos 43 estudantes de magistério desaparecidos, sob o comando dos Guerreros Unidos. Os assassinos afirmam ter deixado os corpos em fossas abertas em uma colina perto de Iguala.
    5Dois pistoleiros confessam ter matado pelo menos 17 dos 43 estudantes de magistério desaparecidos, sob o comando dos Guerreros Unidos. Os assassinos afirmam ter deixado os corpos em fossas abertas em uma colina perto de Iguala.
  • Em 4 de outubro, a Procuradoria-Geral de Justiça do Estado (PGJE) e a Procuradoria Federal encontram seis fossas com os restos mortais de 28 cadáveres no lugar indicado pelos pistoleiros. As autoridades prendem 30 pessoas vinculadas ao cartel local.
    6Em 4 de outubro, a Procuradoria-Geral de Justiça do Estado (PGJE) e a Procuradoria Federal encontram seis fossas com os restos mortais de 28 cadáveres no lugar indicado pelos pistoleiros. As autoridades prendem 30 pessoas vinculadas ao cartel local.
  • Os familiares dos desaparecidos se reúnem na escola de Ayotzinapa e decidem mobilizar-se diante da “passividade dos políticos”. Estão convencidos de que os 28 cadáveres encontrados na colina de Iguala não são os de seus filhos.
    7Os familiares dos desaparecidos se reúnem na escola de Ayotzinapa e decidem mobilizar-se diante da “passividade dos políticos”. Estão convencidos de que os 28 cadáveres encontrados na colina de Iguala não são os de seus filhos.
  • Colegas e familiares dos estudantes de magistério exigem uma reunião com o governador de Guerrero, Ángel Aguirre Rivero. Depois de seis horas de espera e nenhuma resposta, decidem atacar as instalações do Palácio de Governo com pedras, bombas caseiras, pedaços de pau e explosivos.
    8Colegas e familiares dos estudantes de magistério exigem uma reunião com o governador de Guerrero, Ángel Aguirre Rivero. Depois de seis horas de espera e nenhuma resposta, decidem atacar as instalações do Palácio de Governo com pedras, bombas caseiras, pedaços de pau e explosivos. afp
  • Familiares e colegas dos estudantes de magistério fazem uma manifestação em Chilpancingo. Ao mesmo tempo, alunos de 32 escolas de todo o país protestam para pedir justiça para os jovens.
    9Familiares e colegas dos estudantes de magistério fazem uma manifestação em Chilpancingo. Ao mesmo tempo, alunos de 32 escolas de todo o país protestam para pedir justiça para os jovens.
  • O procurador-geral descarta que os corpos achados nas fossas de Iguala sejam dos estudantes de magistério desaparecidos. Os protestos contra a má condução do caso continuam em todo o país. Os pais dos jovens lideram a manifestação de 17 de outubro em Acapulco, pedindo que seus filhos sejam devolvidos.
    10O procurador-geral descarta que os corpos achados nas fossas de Iguala sejam dos estudantes de magistério desaparecidos. Os protestos contra a má condução do caso continuam em todo o país. Os pais dos jovens lideram a manifestação de 17 de outubro em Acapulco, pedindo que seus filhos sejam devolvidos.
  • Membros da União dos Povos e Organizações do Estado de Guerrero (UPOEG) iniciam uma busca pelos 43 estudantes nas colinas de Iguala.
    11Membros da União dos Povos e Organizações do Estado de Guerrero (UPOEG) iniciam uma busca pelos 43 estudantes nas colinas de Iguala.
  • Ativistas e familiares dos estudantes de magistério colocam cadeiras com os rostos dos 43 estudantes na praça Zócalo, na Cidade do México, em 22 de outubro, quando um protesto de enormes proporções na capital exige que o caso de Iguala seja esclarecido.
    12Ativistas e familiares dos estudantes de magistério colocam cadeiras com os rostos dos 43 estudantes na praça Zócalo, na Cidade do México, em 22 de outubro, quando um protesto de enormes proporções na capital exige que o caso de Iguala seja esclarecido. efe
  • A onda de fúria não para. Os manifestantes atearam fogo no edifício da prefeitura de Iguala depois de 26 dias sem notícias sobre os jovens desaparecidos.
    13A onda de fúria não para. Os manifestantes atearam fogo no edifício da prefeitura de Iguala depois de 26 dias sem notícias sobre os jovens desaparecidos.
  • As manifestações na Cidade do México continuam à espera de uma resposta por parte do Governo sobre o destino dos estudantes desaparecidos.
    14As manifestações na Cidade do México continuam à espera de uma resposta por parte do Governo sobre o destino dos estudantes desaparecidos.
  • Uma jovem acende velas em memória dos estudantes de Ayotzinapa. O governador de Guerrero renuncia e um novo prefeito é nomeado em Iguala, mas os alunos de magistério continuam desaparecidos. As autoridades mexicanas anunciam a prisão de quatro traficantes envolvidos no sequestro dos jovens.
    15Uma jovem acende velas em memória dos estudantes de Ayotzinapa. O governador de Guerrero renuncia e um novo prefeito é nomeado em Iguala, mas os alunos de magistério continuam desaparecidos. As autoridades mexicanas anunciam a prisão de quatro traficantes envolvidos no sequestro dos jovens. Reuters
  • Novas fossas clandestinas são descobertas em Colula, no Estado de Guerrero. Especialistas forenses recolhem informações no local indicado pelos quatro detidos que confessaram ter participado do sequestro dos 43 estudantes.
    16Novas fossas clandestinas são descobertas em Colula, no Estado de Guerrero. Especialistas forenses recolhem informações no local indicado pelos quatro detidos que confessaram ter participado do sequestro dos 43 estudantes. EFE
  • O presidente do México, Enrique Peña Nieto, recebe pela primeira vez os familiares dos estudantes desaparecidos no Palácio Presidencial Los Pinos.
    17O presidente do México, Enrique Peña Nieto, recebe pela primeira vez os familiares dos estudantes desaparecidos no Palácio Presidencial Los Pinos. REUTERS
  • As famílias dos 43 estudantes de magistério participam de uma entrevista coletiva depois do encontro com Peña Nieto, na qual acusam o Governo de estar se esquivando dos familiares e mostram sua desconfiança em relação às investigações.
    18As famílias dos 43 estudantes de magistério participam de uma entrevista coletiva depois do encontro com Peña Nieto, na qual acusam o Governo de estar se esquivando dos familiares e mostram sua desconfiança em relação às investigações. AFP
  • O ex-prefeito de Iguala, José Luis Abarca, e sua esposa, María de los Ángeles Pineda, são presos na Cidade do México na madrugada de 4 de novembro.
    19O ex-prefeito de Iguala, José Luis Abarca, e sua esposa, María de los Ángeles Pineda, são presos na Cidade do México na madrugada de 4 de novembro. EFE
  • procurador-geral da República do México, Jesús Murillo Karam, anuncia em coletiva de imprensa que os jovens estudantes desaparecidos em Iguala em 26 de setembro foram assassinados. Segundo o depoimento de três pistoleiros, os jovens foram levados até um lixão na cidade de Cocula, no Estado de Guerrero, onde foram executados. O Governo disse que, até que sejam concluídos os testes de DNA, os estudantes continuarão sendo considerados como desaparecidos, assim como afirmaram os pais dos alunos: “Enquanto não existam provas, estão vivos."
    20procurador-geral da República do México, Jesús Murillo Karam, anuncia em coletiva de imprensa que os jovens estudantes desaparecidos em Iguala em 26 de setembro foram assassinados. Segundo o depoimento de três pistoleiros, os jovens foram levados até um lixão na cidade de Cocula, no Estado de Guerrero, onde foram executados. O Governo disse que, até que sejam concluídos os testes de DNA, os estudantes continuarão sendo considerados como desaparecidos, assim como afirmaram os pais dos alunos: “Enquanto não existam provas, estão vivos." EFE