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Dois caças chineses interceptam um avião militar dos EUA no mar da China

O exército norte-americano qualifica de “não profissional” a atuação dos aviões de Pequim

Um Su-30 russo em uma exposição em Paris.
Um Su-30 russo em uma exposição em Paris. REUTERS

Dois caças chineses Sukhoi Su-30 (de fabricação russa) interceptaram um avião militar dos Estados Unidos em missão científica sobre as disputadas águas do mar da China. O exército norte-americano transmitiu às autoridades chinesas uma queixa pelo comportamento “não profissional” dos interceptadores, que chegaram a se aproximar a apenas 45 metros do WC-135 Constant Phoenix dos EUA.

O aparelho interceptado sobrevoava águas internacionais em uma missão de medição da radiação da atmosfera, segundo funcionários norte-americanos citados pela CNN. O incidente ocorreu na quarta-feira, dia 17, mas foi divulgado na sexta.

Os aviões chineses teriam se aproximado “de maneira não profissional”, diante das “manobras do piloto chinês, da velocidade e da proximidade de ambos os aviões”, afirmou o tenente-coronel Lori Hodge, porta-voz da Força Aérea dos EUA.

Pouco antes, um funcionário do alto escalão do Governo confirmou à rede de televisão NBC que os aviões chineses chegaram a ficar a uma distância de 150 pés (pouco menos de 50 metros) do avião norte-americano, e um deles voou em volta, diretamente sobre a aeronave americana. Os fatos ocorreram na quarta-feira. “O assunto está sendo discutido com a China por meio de canais diplomáticos e militares apropriados”, acrescentou Hodge.

O avião WC-135, de quatro motores, é encarregado de buscar elementos característicos de testes nucleares de qualquer tipo que possam ser encontrados no ar. Recolhe amostras para que sejam analisadas. O equipamento foi usado em missões de rotina no noroeste asiático, segundo Washington. No passado, este tipo de avião foi usado para colher provas de possíveis testes nucleares da Coreia do Norte.

Pequim, em uma disputa que envolve outros cinco países vizinhos, atribui ao país a soberania de cerca de 90% do mar da China, pelo qual passa anualmente um tráfego marítimo de cerca de 18,5 bilhões de reais em bens, e que se suspeita seja rico em recursos naturais. Nos últimos dois anos, acelerou a construção e o equipamento de sete ilhotas artificiais, dotadas já de pistas de aterrissagem e sistemas de defesa.

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