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Chu Ming Silveira, a inventora do orelhão, vira Doodle

Nascida da China, ela é responsável por um item encontrado em quase toda esquina do Brasil

Chug Ming Silveira
Chug Ming Silveira, usando um orelhão. orelhao.arq.br

Chu Ming Silveira foi a design sino-brasileira responsável pelo icônico orelhão, um dos objetos mais reconhecíveis do Brasil. A inspiração para a cobertura dos telefones públicos veio da casca de ovo, que a arquiteta definiu como “a melhor forma acústica”.

Inicialmente, foram desenvolvidos dois projetos. Chu I seria usado em ambientes internos como lojas e prédios públicos, apelidado de orelhinha. Ele não existe mais. O Chu II, feito de fibra de vidro para proteger os usuários do sol e da chuva e aguentar mudanças de temperatura é o orelhão das ruas. Hoje existem cerca de 52.000 orelhões em todo o Brasil. Além disso, o trabalho de Chu também foi exportado para países como Moçambique, Angola, Colômbia e Paraguai.

Chu Ming Silveira, a inventora do orelhão, vira Doodle

Formada em arquitetura pela Universidade Mackenzie, Chu Ming Silveira foi para Ilhabela depois de desenvolver o projeto que lhe deu visibilidade. Lá ela construiu uma vila familiar, com o estilo que ficou conhecido como “pós-caiçara”. Para a construção das casas, a arquiteta usava materiais típicos da região, inspirada na tradição milenar do Feng Shui, criando um equilíbrio com a natureza ao redor.

Chu Ming Silveira é a homenageada com um Doodle nesta terça-feira, dia em que faria 76 anos.

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