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Polícia mata homem que tentou roubar arma de soldado no aeroporto de Orly, em Paris

As autoridades não informaram a intenção do abatido a tiros nem sua nacionalidade

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Policiais e bombeiros, na manhã deste sábado, no aeroporto. AFP

Um homem foi morto neste sábado de manhã por tiros disparados pela polícia no aeroporto de Orly, ao sul de Paris, depois de tentar roubar uma arma de uma militar que fazia parte do sistema de vigilância antiterrorista. O aeroporto foi evacuado, e todos os voos foram suspensos. Não houve feridos.

Em comunicado à imprensa emitido em Orly, o ministro do Interior, Bruno Le Roux, explicou que o agressor era conhecido pelos serviços de polícia e de espionagem. A promotoria antiterrorismo assumiu a investigação. Não foi divulgada a identidade do agressor.

O ataque aconteceu às 8h30, quando um homem se lançou contra uma mulher integrante de uma patrulha de três aviadores da Força Aérea.

“Jogou-a no chão. Tentou lhe tomar a arma. Ela conseguiu mantê-la. Seus colegas acharam necessário, com razão, abrir fogo, para protegê-la e proteger o público que se encontrava lá; fizeram isso com notável profissionalismo e sangue-frio”, disse o ministro da Defesa, Jean-Yves Le Drian, que acompanhou Le Roux. O fato aconteceu no terminal de Orly-Sul.

As autoridades consideram que o ataque tem relação com um incidente ocorrido uma hora e meia antes na localidade de Stains, no departamento de Seine Saint Denis, ao Norte de Paris, a 33 quilômetros de Orly. Um homem atirou contra agentes num controle policial com três funcionários. Uma agente ficou ferida pelos disparos. O homem fugiu e depois abandonou o carro no município vizinho de Val de Marne, segundo a rede BFMTV. Lá roubou outro carro, encontrado no estacionamento de Orly.

Primeira imagem do homem abatido em Orly. É um fotograma de uma câmera de segurança.
Primeira imagem do homem abatido em Orly. É um fotograma de uma câmera de segurança. AFP

Os militares atacados em Orly pertencem à Operação Sentinela, posta em funcionamento depois do atentado contra o jornal Charlie Hebdo, em Paris, em janeiro de 2015. No marco dessa operação, 7.000 soldados estão mobilizados no território francês.

Cerca de 3.000 pessoas foram evacuadas dos terminais, algumas delas para fora de um perímetro de segurança montado em volta deles e outras para as pistas, onde os bombeiros ergueram um centro temporário de atendimento.

O fechamento do aeroporto ao tráfego aéreo se mantinha até a edição deste texto, com os voos que deveriam aterrissar em Orly sendo desviados para outros locais, principalmente para o aeroporto de Roissy-Charles de Gaulle. Muitos passageiros de aviões que tinham pousado momentos antes do tiroteio estavam bloqueados dentro das aeronaves.

No dia 3 de fevereiro um egípcio de 29 anos avançou com um facão em cada mão contra quatro soldados da Operação Sentinela nas galerias comerciais do Museu do Louvre, em Paris, gritando “Allahu Akbar”, “Alá é grande”. O homem foi ferido por tiros dos soldados.

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