Seleccione Edição
Entra no EL PAÍS
Login Não está cadastrado? Crie sua conta Assine

Yahoo admite o roubo de dados de 500 milhões de contas, um dos maiores ‘hackeos’ da história

A empresa afirma que a informação bancária dos clientes não se viu afetada

Um traunseunte caminha junto à sede de Yahoo em Sunnyvale, Califórnia.
Um traunseunte caminha junto à sede de Yahoo em Sunnyvale, Califórnia. AP

O gigante da Internet Yahoo reconheceu na quinta-feira, dia 22 de setembro, que sofreu um roubo gigantesco de dados, que afetou 500 milhões de contas de usuários, um dos maiores hackeamentos da história. Os piratas roubaram informações pessoais, como dadas de nascimento, endereços de e-mail, números de telefone e senhas, segundo afirmou o grupo em um comunicado, no qual acrescenta que os dados bancários e de cartões de crédito dos usuários não foram afetados.

O Yahoo afirma que está trabalhando em estreita colaboração com os serviços de segurança dos Estados Unidos para tentar esclarecer todos os desdobramentos desse roubo de informação, que foi perpetrado em 2014. Apesar de a empresa explicar em seu comunicado que não há evidências de que o ataque e roubo tenham sido patrocinados por um Estado, a agência Reuters afirma que essa é a principal suspeita.

A firma destaca que o intruso está fora dos sistemas do Yahoo e que foram tomadas todas as medidas para restabelecer a segurança das contas pirateadas. Além disso, recomenda que os usuários que não tenham alterado suas senhas desde 2014 façam isso o mais rápido possível, e que também modifiquem as perguntas e respostas de segurança.

Neste verão, o Yahoo admitiu que estava investigando a suposta invasão de um hacker chamado Peace, que afirmou ter as credenciais privadas de 200 milhões de usuários dos serviços do Yahoo desde 2012. Peace vende os dados pessoais, endereços de e-mail e senhas na dark web por 3 bitcoins, equivalentes a 1.800 dólares.

A invasão pode ter implicações no acordo de compra do Yahoo pela gigante das telecomunicações Verizon. A empresa, que já controla a AOL, pagará 4,83 bilhões de dólares (equivalentes a 17,4 bilhões de reais) pelo coração do negócio da empresa fundada por Jerry Yang e Dave Filo. Marissa Meyer, que assumiu o comando há quatro anos com um grande alarde, fracassou em sua tentativa de ressuscitá-la.

Já em pleno processo de venda, em julho passado, milhares de usuários do Yahoo perderam todos os seus contatos e milhões de e-mails.

MAIS INFORMAÇÕES