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FIFA demite Jérôme Valcke após escândalo envolvendo a Copa no Brasil

Responsável por acompanhar as obras da Copa, ele disse que o Brasil merecia um "chute no traseiro"

Jeróme Valcke em uma imagem de arquivo. Ampliar foto
Jeróme Valcke em uma imagem de arquivo. AFP

O secretário-geral da FIFA, Jérôme Valcke, foi demitido pelo organismo que comanda o futebol mundial, em mais um desdobramento do escândalo de corrupção que há meses abala as estruturas da direção da federação. O francês, que foi durante anos o braço-direito de Joseph Blatter, já estava afastado de suas funções desde outubro, por causa de um escândalo de revenda de ingressos para a Copa do Mundo no Brasil, em 2014. Desde então, era investigado pelo Comitê de Ética da FIFA.

A investigação teve início depois que o empresário israelense Benny Alon denunciou Valcke por se apropriar de metade do lucro obtido com a venda de ingressos para o Mundial. O francês pode sofrer uma suspensão de nove anos de qualquer atividade relacionada ao futebol.

A punição imposta a Valcke é a mais recente de uma série de suspensões na cúpula do futebol mundial – incluindo as de Blatter, ex-presidente da FIFA, e Michel Platini, ex-presidente da UEFA, ambos afastados do futebol por oito anos devido ao recebimento de subornos. A FIFA convocou eleições presidenciais para fevereiro.

Então número dois da FIFA, Valcke exerceu importante papel na elaboração da Copa do Mundo no Brasil em 2014. Cabia ao francês avaliar o andamento das obras para a construção e reforma dos estádios nas cidades-sede do mundial de futebol. Em uma ocasião, irritado com as notícias de constantes atrasos, ele chegou a afirmar que o Brasil merecia um "chute no traseiro" para entregar a Copa, frase que teve grande repercussão no país. Ele estava na FIFA desde 2003.

Com informações da AFP.

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